
Imagem ilustrativa editada com IA
Vice-presidente do Legislativo participou da discussão da legislação que viabilizou o enquadramento da unidade industrial
Texto: Assessoria do vereador
O vice-presidente da Câmara Municipal de Caarapó, vereador Celso Capovilla (PL), comemorou a conclusão das negociações da aquisição da Usina Caarapó pela Adecoagro, oficializada nesta terça-feira (1). A empresa assumiu a propriedade e a gestão da unidade, que anteriormente pertencia à Raízen.
A operação, segundo o vereador, representa uma negociação de grande porte, com valor final informado pela Adecoagro de R$ 705 milhões. O negócio havia sido anunciado em julho por R$ 760 milhões, valor sujeito aos ajustes previstos no contrato. Com a conclusão da transação, a unidade de Caarapó passou oficialmente a integrar as operações da Adecoagro em Mato Grosso do Sul.
A aquisição inclui a unidade industrial, a cana-de-açúcar própria vinculada à operação e os contratos com fornecedores. Na safra 2025/2026, a usina processou aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Projeto aprovado pela Câmara ganhou importância com mudança de controle
A mudança de controle ocorre poucos dias depois da aprovação do projeto de lei complementar que enquadrou a área da unidade industrial na Zona de Urbanização Específica de Uso Industrial Isolado (ZUEII).
O projeto, encaminhado pelo Poder Executivo, alterou o Plano Diretor e estabeleceu o enquadramento da área de aproximadamente 242 hectares onde está instalada a unidade da Raízen Caarapó. O texto condiciona a efetivação do enquadramento ao cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso firmado com o município.
Foi justamente durante a discussão dessa matéria que Celso Capovilla defendeu publicamente a importância de preparar o município para a nova fase da unidade industrial.
“Eu dizia na tribuna que esse era um dos projetos mais importantes que nós estávamos votando. Hoje nós vemos a confirmação de uma operação de mais de R$ 700 milhões e uma nova empresa assumindo a usina de Caarapó. O nosso papel, enquanto Legislativo, foi dar segurança jurídica e discutir as condições para que essa atividade continue gerando emprego e renda para o município”, afirmou o vereador.
Unidade possui cerca de 1.700 empregos diretos
O Estudo de Impacto de Vizinhança que integra o processo legislativo aponta que a unidade possui aproximadamente 1.700 trabalhadores diretos. O documento também destaca os efeitos da manutenção desses empregos sobre a renda das famílias, o comércio, os serviços, a arrecadação e toda a cadeia produtiva relacionada à atividade sucroenergética.
Para Capovilla, a continuidade da operação representa um dos principais efeitos positivos da mudança de controle.
“A primeira preocupação sempre foi com os trabalhadores e com a continuidade da usina. Estamos falando de aproximadamente 1.700 empregos diretos e de milhares de pessoas que dependem, direta ou indiretamente, dessa atividade. A chegada da Adecoagro traz a expectativa de continuidade e, principalmente, de uma nova etapa para a unidade”, afirmou.
Adecoagro prevê aumento da produção
A própria empresa já sinalizou planos de ampliar a utilização da estrutura de Caarapó. Após a conclusão da aquisição, a Adecoagro informou que pretende processar 4,5 milhões de toneladas de cana em Caarapó em 2027, utilizando também excedentes de matéria-prima de suas outras operações.
A empresa também informou que pretende integrar a unidade de Caarapó ao seu cluster de Mato Grosso do Sul, formado pelas usinas de Angélica e Ivinhema, buscando ganhos de eficiência e sinergia entre as operações.
Na avaliação de Celso, esse movimento pode abrir novas oportunidades para o município.
“Caarapó entra em uma nova fase. A gente pode ter, nos próximos anos, investimentos, qualificação profissional, novas oportunidades e parcerias entre a empresa e o município. Claro que isso depende das decisões e dos investimentos que serão feitos pela Adecoagro, mas o cenário que se apresenta hoje é muito positivo”, destacou.
Contrapartidas previstas para o município
O processo de enquadramento da área na ZUEII também estabelece obrigações para o empreendimento. Entre elas estão a manutenção dos empregos diretos, investimentos relacionados à infraestrutura e aos acessos, sinalização, compensações ambientais e garantias para o cumprimento das obrigações assumidas.
Para o vereador, a discussão realizada pela Câmara foi importante justamente porque buscou conciliar a continuidade da atividade econômica com responsabilidades perante o município.
“Não estamos falando apenas de uma mudança de nome na fachada da usina. Estamos falando de uma operação de mais de R$ 700 milhões, de uma empresa que passa a ampliar sua presença em Mato Grosso do Sul e de uma unidade que é fundamental para Caarapó. Por isso, a Câmara precisava fazer a sua parte”, afirmou Capovilla.
O vereador também destacou que a concretização da operação envolve uma atuação conjunta entre os poderes.
“Essa é uma construção que tem a participação do Executivo e do Legislativo. O Executivo encaminhou o projeto, a Câmara debateu, analisou e aprovou. E eu fico muito feliz de ter participado desse momento e de ter defendido na tribuna a importância dessa mudança para Caarapó”, concluiu Celso Capovilla.
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