
Lauro de Freitas (BA), 26 de abril de 2026 — O jornalista Fábio Costa Pinto, com mais de 30 anos de atuação na área de comunicação e membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), filho de um magistrado e uma artista plástica, tornou público um relato contundente no qual descreve situações que, sob sua percepção, indicam a ocorrência de perseguição recorrente, constrangimento ilegal e circulação de denúncias que considera infundadas.
De acordo com o jornalista, os episódios vêm sendo vivenciados ao longo de mais de quatro anos com intensidade maior nos últimos dois anos e teriam ocorrido em diversos ambientes do cotidiano, incluindo instituições bancárias, farmácias, estabelecimentos comerciais e durante deslocamentos por aplicativos (App99). Inicialmente interpretados como eventos recorrentes, os fatos passaram, segundo ele, a configurar um possível padrão de atuação contínua e criminosa.
Costa Pinto afirma ainda perceber situações que, em tese, podem envolver a possível obtenção indevida de documentos e informações pessoais, o que, se confirmado, representaria grave violação de direitos fundamentais. Ele também relata a possível existência de denúncias que classifica como infundadas, que estariam contribuindo para o que descreve como um processo de desgaste de sua imagem pública e profissional.
Segundo o jornalista, não há, atualmente, a identificação conclusiva dos responsáveis, sendo levantada, como hipótese, a eventual participação de agentes públicos e/ou privados — circunstância que, em sua avaliação, reforça a necessidade de investigação rigorosa e independente.
O impacto das situações relatadas, afirma, vai além do campo institucional. Fábio Costa Pinto descreve um cenário de adoecimento psicológico contínuo, marcado por insegurança, ansiedade e sensação persistente de vigilância, com reflexos diretos em sua vida pessoal e familiar. Ele sustenta que tais circunstâncias vêm causando sequelas profundas, atingindo não apenas sua reputação, mas também seu nome familiar (Aguar Costa Pinto e Afranio Peixoto) e sua trajetória profissional.
O caso foi levado ao Ministério Público do Estado da Bahia, onde foi objeto de denúncia formal. Recentemente, no entanto, houve decisão de arquivamento pela primeira promotoria de justiça na comarca de Lauro de Freitas, na Bahia.
“O arquivamento não encerra os fatos, nem seus efeitos. O que está em jogo é a necessidade de esclarecimento. Situações como essa, ainda que no campo da percepção, não podem ser ignoradas quando produzem danos concretos”, afirma.
O jornalista ressalta que sua manifestação não possui caráter acusatório direto, estando baseada na percepção, mas defende que a gravidade e a recorrência dos episódios exigem resposta institucional.
“É fundamental que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados. E, sobretudo, que haja reparação pelos danos causados à minha reputação, à minha saúde, à minha integridade e ao meu nome familiar”, declara.
O caso levanta questionamentos sobre os limites da atuação estatal e privada, o uso indevido de informações, a circulação de denúncias não verificadas e a efetividade dos mecanismos de controle institucional.
Costa Pinto afirma que continuará buscando esclarecimentos pelas vias legais e institucionais, destacando que a transparência e a apuração são elementos essenciais para a preservação do Estado de Direito.
Segue os locais e o modo operante dos prováveis criminosos pela perseguição e constrangimento ilegal. Há saber:
Banco do Brasil: O requerente percebeu a presença de duas mulheres que, em sua interpretação, mantinham interação com o atendente durante seu atendimento. Após sua saída, passou a entender que poderia ter ocorrido o recolhimento indevido de cópia de sua documentação pessoal, situação que lhe pareceu atípica e sem respaldo jurídico conhecido.
Banco Santander: O requerente relata ter percebido a presença de indivíduos posicionados de forma que, sob sua interpretação, indicariam um possível acompanhamento de suas atividades no interior da agência, incluindo uma pessoa posicionada próxima ao atendimento, observando seus movimentos e documentos apresentados. Eram quatro pessoas. Uma mulher e três homens, três na agência e uma pessoa do lado de fora.
Farmácias Pague Menos e Ultra Farma: O requerente relata ter sido filmado por uma mulher, enquanto outra pessoa acompanhava sua movimentação e pagamento, o que interpretou como possível situação de vigilância e pressão psicológica constrangedora.
Clínicas médicas e odontológicas: Imagem Memorial, Clínica Delfim, Hospital Português, Ageoclam, entre outros.
Observo possíveis tentativas de obtenção de informações sobre minha condição e atendimentos médicos, o que, caso confirmado, poderia configurar violação de sigilo, razão pela qual submeti o fato à apuração.
Mercado e Lanchonete Pão e Vinho: Episódio no qual sofri tentativa de agressão por parte de agente de segurança privada do bairro de Vilas do Atlântico, cidade de Lauro de Freitas na Bahia, que, sob interpretação, configuraria ameaça à minha integridade física. A situação foi contida por terceiros, proprietária e gerente do mercado e por um comerciante no local.
Parque Shopping (3º piso): Descrevo uma situação em que, por meio de terceiros, fui associado a um fato criminoso, o que interpretei como uma tentativa de abalo à minha reputação, dúvidas da minha conduta e tentativa de retirada de informação. Conforme compartilhado pelo gerente do restaurante FIVE, embora não disponha de elementos que permitam identificar a origem da informação relatada pelo gerente.
Aplicativo 99: O requerente relata episódios nos quais percebeu questionamentos considerados invasivos por parte de motoristas. Em uma situação específica, entendo que o comportamento do condutor poderia indicar conhecimento prévio de seus deslocamentos, controle das solicitações das corridas solicitadas e que ele estava armado. Um absurdo e pressão psicológica.
Reafirma uma trajetória pautada por princípios éticos, bem como sua atuação profissional comprometida com o interesse público e a liberdade de imprensa.
Destaca que o presente relato não tem caráter acusatório, mas sim a finalidade de buscar esclarecimento institucional diante de um cenário que, sob sua percepção, tem gerado insegurança, desgaste emocional e preocupação com a integridade pessoal e familiar. “Só vi isso na época da ditadura militar.”
“Confio, assim, na atuação técnica, imparcial e diligente do Ministério Público para a adequada elucidação dos fatos. Para poder responsabilizar quem de fato utiliza meios para perseguir e difamar. Minha dignidade eu não abro mão, preciso da ajuda para fazer justiça à minha honra.”
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Perseguição A estupidez coletiva: Mentira, perseguição e ódio.
Comunicado Firme e forte contra a covardia, a mentira, a perseguição e o ódio.
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