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Educação Diagnóstico

AVALIAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO BRASIL.

Diagnóstico da educação brasileira.

26/08/2026 às 19h20
Por: Colunista Fonte: Fernando Alcoforado*
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Fernando Alcoforado*

Este é o resumo do artigo de 7 páginas que tem por objetivo realizar um diagnóstico da educação brasileira, identificar os pontos fortes e os pontos fracos do Plano Nacional de Educação do Brasil para propor medidas visando o reforço de seus pontos fortes e eliminação de seus pontos fracos.

1. Introdução

A educação constitui um dos fatores fundamentais do desenvolvimento econômico, científico, tecnológico, social e político de uma nação. Nenhum país terá condições de alcançar elevados níveis de produtividade, inovação tecnológica, bem-estar social e assegurar sua soberania nacional sem realizar investimentos contínuos na formação educacional de sua população. O novo Plano Nacional de Educação do Brasil (PNE) foi instituído pela Lei nº 15.388, de 14 de abril de 2026. Embora tenha se originado do Projeto de Lei nº 2.614/2024 e continue sendo frequentemente denominado “PNE 2024–2034”, sua duração legal é de dez anos contados da publicação da lei. Portanto, seu período efetivo de vigência é 2026–2036.

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O novo Plano Nacional de Educação do Brasil aprovado contém 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias. O Plano Nacional de Educação para o decênio 2026–2036 estabelece a meta de ampliar gradualmente o investimento público na área da educação evoluindo de 4,9% do PIB atualmente para alcançar 7,5% do PIB até o 7º ano de vigência e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final do período. O investimento público anual em educação passaria de R$ 810 bilhões em 2026 para R$ 2,20 trilhões em 2036. Isto significa uma evolução do investimento/estudante em 2026 de US$ 4.200/aluno/ano para US$ 13.000/aluno/ano em 2036, em valores comparáveis pelo PPC (Poder de Paridade de Compra da moeda).

O novo PNE representa um avanço em relação ao plano anterior porque, além de triplicar o investimento real por estudante ao longo do período, elevando o investimento público para US$ 13.000/aluno/ano em 2036, amplia a ênfase na equidade, na qualidade da aprendizagem, na educação profissional, na inclusão social, na educação digital, na valorização dos profissionais da educação e na coordenação entre os entes federativos. Entretanto, a aprovação de um plano não assegura sua realização. A experiência do PNE 2014–2024 demonstrou que metas educacionais podem permanecer apenas como compromissos formais quando não são acompanhadas de financiamento, definição de responsabilidades, capacidade administrativa, continuidade política e mecanismos eficazes de cobrança.

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O grande desafio brasileiro consiste, portanto, em transformar o PNE de uma carta de intenções em um verdadeiro plano nacional de desenvolvimento educacional, articulado a uma estratégia econômica, tecnológica e social para o Brasil de longo prazo.

2. Diagnóstico da situação atual da educação brasileira

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2.1 A educação brasileira tem ensino fundamental com nível de aprendizagem insuficiente

Apesar de o Brasil ter conseguido universalizar ou aproximar-se da universalização do acesso ao ensino fundamental e expandir significativamente as matrículas no ensino médio e superior, apresenta aprendizagem insuficiente pelos estudantes. No PISA 2022, apenas aproximadamente 20% dos jovens brasileiros de 15 anos alcançaram pelo menos o nível básico de proficiência em matemática. Em leitura, cerca de metade alcançou o nível mínimo. Apenas 1% dos estudantes brasileiros foi classificado entre os alunos de alto desempenho em matemática, ante média de 9% nos países da OCDE (organização formada por dezenas de nações de alta renda, como Estados Unidos, Japão e países europeus). Isto significa dizer que parcela significativa dos estudantes brasileiros conclui etapas da educação básica sem dominar plenamente leitura e interpretação de textos, raciocínio lógico e matemático, resolução de problemas, fundamentos das ciências, comunicação escrita, competências digitais e capacidade de aprendizagem autônoma.

2.2 O Brasil apresenta grande desigualdade educacional dos estudantes

O sistema de educação do Brasil é profundamente desigual porque a maior parte dos estudantes brasileiros têm dificuldades de frequentar e acompanhar as aulas nas unidades de ensino devido ao fato de pertencerem às classes sociais mais desfavorecidas, à renda familiar ser insuficiente e à sua origem racial, bem como residirem nos territórios mais pobres do país onde há dificuldade de acesso à infraestrutura de ensino e à rede escolar de qualidade. Persistem desigualdades entre escolas públicas e privadas, zonas urbanas e rurais, regiões Sudeste e Sul e regiões Norte e Nordeste, municípios ricos e pobres, estudantes brancos, negros, indígenas e quilombolas, alunos com e sem deficiência física e estudantes com acesso doméstico a livros, internet e equipamentos digitais. No PISA 2022, os estudantes brasileiros pertencentes ao quarto socioeconômico mais favorecido superaram os estudantes mais desfavorecidos em 77 pontos em matemática. O nível socioeconômico explicou aproximadamente 15% da variação do desempenho.

2.3 Há grande distorção idade-série e de repetência dos estudantes no Brasil

Apenas 54% dos estudantes brasileiros de 15 anos avaliados pelo PISA 2022 estavam matriculados na série esperada, e 22% declararam já ter repetido pelo menos um ano escolar, diante de uma média de 9% nos países da OCDE. A repetência elevada produz desmotivação, abandono escolar, aumento do custo por aluno, atraso na entrada do aluno no ensino superior, redução da produtividade futura e perpetuação das desigualdades sociais.

2.4 Há dificuldades no ambiente escolar e uso inadequado da tecnologia pelos estudantes no Brasil

A questão educacional não se limita ao currículo ou à infraestrutura de ensino. O ambiente de aprendizagem é, também, fundamental que, no Brasil, apresenta dificuldades. Segundo o PISA 2022, 45% dos estudantes brasileiros afirmaram distrair-se com dispositivos digitais durante as aulas de matemática, enquanto 40% relataram distração provocada pelo uso de equipamentos por outros estudantes. A tecnologia pode ampliar a aprendizagem, mas sua introdução sem pedagogia, regulação e formação docente pode reduzir a concentração e aprofundar desigualdades.

3. Avaliação dos pontos fortes do Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2026–2036

Os pontos fortes identificados do PNE são os seguintes: 1) O PNE promove o planejamento nacional da educação de dez anos; 2) O PNE apresenta uma estrutura mais detalhada e monitorável; 3) O PNE estabelece como centralidade a equidade social; 4) O PNE propõe a ampliação da educação infantil; 5) O PNE dá atenção à alfabetização; 6) O PNE valoriza os profissionais da educação; 7) O PNE assegura expansão da educação integral; 8 ) O PNE promove o reconhecimento da educação profissional e tecnológica; 9) O PNE reconhece a necessidade de integrar educação e tecnologia; e, 10) O PNE assegura participação social e gestão democrática.

4. Avaliação dos pontos fracos do Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2026–2036

Os pontos fracos identificados do PNE são os seguintes: 1) O PNE apresenta metas muito ambiciosas sem explicitar quem executará cada estratégia e os mecanismos que assegurem sua execução; 2) O PNE apresenta um número excessivo de estratégias; 3) O PNE propõe o financiamento da educação sem a garantia da disponibilidade de recursos financeiros; 4) O PNE propõe governança federativa incompleta; 5) O PNE apresenta baixa responsabilização pelo seu descumprimento; 6) O PNE apresenta ênfase insuficiente na capacidade de implementação; 7) O PNE propõe digitalização sem estratégia pedagógica que elimine seus riscos; e, 8 ) O PNE não está articulado com uma estratégia nacional de desenvolvimento.

Para assistir o vídeo, acessar o website: 

https://www.youtube.com/watch?v=TsC1ocwdoEM

Para ler o artigo completo de 7 páginas em Português, Inglês e Francês, acessar os websites do Academia.edu  <https://www.academia.edu/171622675/AVALIA%C3%87%C3%83O_DO_PLANO_NACIONAL_DE_EDUCA%C3%87%C3%83O_DO_BRASIL>, <https://www.academia.edu/171622715/EVALUATION_OF_BRAZILS_NATIONAL_EDUCATION_PLAN> e <https://www.academia.edu/171622730/%C3%89VALUATION_DU_PLAN_NATIONAL_D%C3%89DUCATION_DU_BR%C3%89SIL>,  do SlideShare <https://pt.slideshare.net/slideshow/avaliacao-do-plano-nacional-de-educacao-do-brasil-pdf/289147898>, <https://pt.slideshare.net/slideshow/evaluation-of-brazil-s-national-education-plan-pdf/289147947> e <https://pt.slideshare.net/slideshow/evaluation-du-plan-national-d-education-du-bresil-pdf/289147995> e do Linkedin <https://www.linkedin.com/pulse/avalia%C3%A7%C3%A3o-do-plano-nacional-de-educa%C3%A7%C3%A3o-brasil-fernando-alcoforado-7g9me/?trackingId=jSI1pPqNRGfsfNtZcu08jQ%3D%3D>. <https://www.linkedin.com/pulse/evaluation-brazils-national-education-plan-fernando-alcoforado-pwcte/?trackingId=2o5hCcfYCfFWXCXhYb9ejA%3D%3De <https://www.linkedin.com/pulse/%C3%A9valuation-du-plan-national-d%C3%A9ducation-br%C3%A9sil-fernando-alcoforado-teyde/?trackingId=a5vQc6sxR4GPTjfEP75H9g%3D%3D>.

* Fernando Alcoforado, 86, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Encestar Condiciones os Theo Economic ande Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023), A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023), Como construir um mundo de paz, progresso e felicidade para toda a humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2024), How to build a world of peace, progress and happiness for all humanity (Editora CRV, Curitiba, 2024) e Agricultural Revolutions that changed the world in “Research trends in agricultural extension” (AkiNik Publications, 2026).

 

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Sobre Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona. Professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997),De Collor a FHC — O Brasil.
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