
Foto: Ricardo Trida / Arquivo / SECOM
Doença silenciosa, que muitas vezes não apresenta sintomas no seu estágio inicial, a hipertensão atinge 38 milhões de brasileiros. Desses, 50% sabem que são hipertensos e apenas metade deles realiza tratamento. Por conta disso, neste sábado, 26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o Governo de Santa Catarina reforça a conscientização do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, além das ações preventivas para evitar a doença.
Ainda, em alusão à data, a Diretoria de Atenção Primária à Saúde da SES, em parceria com o Telessaúde, está promovendo o curso de Atenção Integral à Pessoa com Hipertensão Arterial Sistêmica na APS aos profissionais e gestores de saúde. A capacitação está com inscrições abertas até 12 de maio ou até acabarem as vagas. O curso autoinstrucional, inicia dia 28 de abril e tem por objetivo oferecer cuidado integral, mais qualificado, baseado em evidências, e capaz de prevenir complicações graves e hospitalizações desnecessárias.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial acima de 140/90 mmHg, geralmente não associada a sintomas. Além de ser uma doença com graves impactos, também é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, sendo recomendado que pessoas a partir dos 18 anos realizem aferições periódicas.
Segundo o Protocolo Clínico de Hipertensão Arterial, atualizado em 2025, pessoas com pressão arterial acima de 130/80 mmHg já devem ser consideradas com pressão normal alta ou pré-hipertensão, e que requer uma avaliação profissional para orientações específicas.
Quando os sinais aparecem, podem incluir dor de cabeça, tontura, zumbido, visão embaçada, falta de ar, fraqueza, sangramento nasal, dor no peito ou palpitações. Caso sinta algum desses sintomas, é importante procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e diagnóstico, a fim de iniciar o tratamento.
Prevenção
A prevenção e o controle da hipertensão dependem de hábitos de vida saudáveis, como: melhorar as escolhas alimentares diminuindo o consumo de ultraprocessados e de sal nas preparações alimentares; prática regular de exercícios físicos; redução ou cessação do consumo de álcool e tabaco; além do acompanhamento periódico com profissional de saúde. O tratamento adequado, quando necessário, ajuda a evitar complicações graves, promovendo uma melhor qualidade de vida e reduzindo o risco de doenças cardiovasculares.
Ações estratégias
A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Área Técnica de Atenção e Promoção à Saúde/Diretoria de Atenção Primária à Saúde (APS), tem desenvolvido ações para fortalecer o atendimento da população, que integra a Linha de Cuidado à Pessoa com Hipertensão Arterial Sistêmica. As estratégias visam promover a saúde, prevenir agravos, além de melhorar o diagnóstico e o tratamento da hipertensão arterial. Tem atuado na educação permanente, a exemplo da Webpalestra Implementação da Estratégia de Risco Cardiovascular.
“A Linha de Cuidado à Pessoa com Hipertensão Arterial Sistêmica integra as ações de atenção em toda a Rede de Atenção à Saúde, garantindo um cuidado longitudinal, coordenado e efetivo. Na APS, ações de promoção à saúde e prevenção de complicações na comunidade são essenciais para combater fatores de risco como sobrepeso e obesidade, tabagismo, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, que contribuem para o desenvolvimento da hipertensão”, explica a doutora em enfermagem Priscila Romanoski, responsável técnica na Gerência de Atenção, Promoção e Prevenção à Saúde da DAPS/SES/SC.
Além do diagnóstico precoce, as ações buscam estimular hábitos de vida saudáveis, reduzir fatores de risco e capacitar os profissionais de saúde para o manejo efetivo da hipertensão, promovendo tratamentos mais eficazes e prevenindo complicações.
Mais informações:
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