
Além de campanhas de desinformação, como as que o projeto Comprova acompanha, coordenado pela Abraji, o autoritarismo crescente, casos de corrupção em campanhas e privação de direitos de minorias, violência e intimidação política têm sido registrados pela imprensa neste e em anos anteriores. No Brasil, essas ameaças têm escalado, como vêm alertando a Abraji e dezenas de organizações focadas em democracia.
Nesse contexto, a Global Investigative Journalism Network (GIJN) publicou a tradução em português do “Guia de Eleições para Repórteres Investigativos”, que oferece ferramentas, técnicas e recursos para facilitar o trabalho de jornalistas neste pleito. O manual foi escrito pelo repórter da GIJN Rowan Philp. A edição é de Nikolia Apostolou, Reed Richardson e Laura Dixon.
A entidade internacional cita eleições nacionais importantes ao redor do globo, incluindo as brasileiras: Hungria, França, Sérvia, Colômbia, Filipinas, Índia, Quênia, Brasil e Estados Unidos.
Em quatro capítulos, o material da GIJN reúne novas ferramentas de investigação eleitoral, aborda o devido preparo pelo qual devem passar jornalistas para a cobertura das eleições, mostra como investigar candidatos e informações relevantes de sua vida pregressa bem como métodos para apurar desinformação e mensagens políticas em redes sociais e aplicativos de mensagens.
O projeto Comprova, que mobiliza 42 veículos de comunicação sob coordenação da Abraji para checar desinformação nas eleições, é citado no quarto capítulo como referência na checagem de fatos a partir do crowdsourcing —escuta das redes sociais e aplicativos de mensagem para levantamento de informações. “Em 2018, a iniciativa descobriu falsidades que minavam as eleições no Brasil, quando uma colaboração de 24 organizações de mídia publicou o mesmo número de WhatsApp e recebeu uma enxurrada de dicas de seu público combinado”. O contato do Comprova no WhatsApp para receber denúncias de desinformação continua on-line.
Desenvolvido pela Abraji em parceria com o repositório de dados abertos Brasil.IO, o Cruzagrafos está entre os bancos de dados recomendados pela GIJN para consulta durante as eleições. A ferramenta mostra laços entre políticos e empresas de forma visual e interativa.
O trabalho de investigação sobre a família Bolsonaro da colunista do Uol Juliana Dal Piva, uma das mediadoras do 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, também aparece como exemplo no guia. “Ela indiscutivelmente se aprofundou mais nas relações secretas do autoritário presidente brasileiro Jair Bolsonaro, seus aliados e seus familiares, do que qualquer outro jornalista”, afirma a entidade.
Confira a íntegra do guia, publicado no site da Abraji:
A GIJN ainda convida os jornalistas brasileiros a participarem do webinar “Eleições no Brasil 2022 – Dicas de investigação”, a ser realizado em 19.jul.2022, às 10h. Com a palavra estarão Juliana Dal Piva, autora do podcast ‘A vida secreta do Jair’ e do furo de reportagem das rachadinhas, Breno Pires, que revelou o orçamento secreto pelo Estadão e agora está na revista piauí, e a jornalista de dados Jamile Santana, parte da equipe que desenvolveu o projeto de acompanhamento de violência política MonitorA.
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