
O jornalismo ético sempre teve um preço, mas, em tempos de degradação institucional, esse valor tem sido cobrado em saúde, dignidade e liberdade. O que assistimos hoje é a sofisticação da censura: o uso do lawfare desenhado para promover o "assassinato de reputação". Como jornalista com 30 anos de atuação e membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), vejo-me hoje no centro de uma engrenagem perversa que tenta transformar o profissional da informação em alvo de perseguições sistêmicas.
Diante da tamanha perseguição, baseada em informações falsas e caluniosas, vejo-me cercado por denúncias infundadas que visam apenas o constrangimento ilegal. Esse cerco ultrapassa a esfera do debate público e ataca diretamente a integridade física e mental. O custo desse massacre manifestou-se em um grave adoecimento neurológico e psicológico, um trauma que não atinge apenas a mim, mas também a minha esposa e meus dois filhos.
É imperdoável que a estrutura do Estado, mantida pelo cidadão, seja distorcida para sustentar perseguições baseadas estritamente em mentiras criminosas. Quando a máquina pública é usada para intimidar um homem de bem, a democracia entra em colapso. Por isso, minha postura é clara: minha dignidade é inegociável. Não aceitarei o silêncio passivo nem o simples arquivamento de farsas.
Quem será responsabilizado? A lei é límpida. Os autores de denúncias caluniosas devem responder criminalmente e reparar os danos morais. Caberá ao Ministério Público investigar e identificar todos os envolvidos, garantindo que o peso da lei recaia sobre aqueles que plantaram a mentira e sobre os que permitiram que a perseguição prosperasse.
A verdade resiste na voz de quem recusa baixar a cabeça diante da estupidez travestida de legalidade. A perseguição pode ter ferido meu corpo, mas fortaleceu minha voz. Seguirei exigindo que as instâncias de Direitos Humanos ajam com o rigor que a gravidade deste caso impõe. A liberdade de imprensa e a honra de um cidadão não podem ser moedas de troca para vinganças institucionais.
*Fábio Costa Pinto é jornalista (MTB 33.166/RJ), conselheiro deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e membro da Comissão de Liberdade de Imprensa e dos Direitos Humanos. Editor do Portal de Notícias IBI e conselheiro
Nato da Fundação Hansen Bahia.
Mín. 26° Máx. 27°