
A perseguição sistêmica não é apenas um conjunto de palavras maldosas em uma rede social ou um processo sem fundamento em uma mesa de tribunal. Para quem a vive, ela é um agente biológico corrosivo. O que venho enfrentando como jornalista e membro do Conselho Deliberativo da ABI na Bahia ultrapassou os limites do debate público: tornou-se uma campanha de aniquilação humana.
Quando a mentira é orquestrada e criminosa, ela não busca apenas o silenciamento, ela busca a destruição do indivíduo em três esferas brutais:
1. A Sequela Física e Neurológica: O corpo não ignora o estresse traumático de ser alvo de calúnias constantes. A perseguição manifesta-se no organismo através do esgotamento neuroquímico. Hoje, meu cotidiano é pautado por acompanhamento neurológico e suporte medicamentoso para tratar traumas que não foram causados por um acidente, mas por uma vontade deliberada de outros em me ver sucumbir. A insônia, a ansiedade crônica e o impacto no sistema nervoso são as cicatrizes físicas de uma guerra de informações.
2. O Estigma Social e a "Morte Civil": O objetivo da calúnia criminosa é o isolamento. Ao tentarem "assassinar minha reputação", buscam me retirar o direito de transitar, de trabalhar e de ser ouvido. É a tentativa de provocar a "morte civil", onde o cidadão, mesmo vivo, é impedido de exercer sua dignidade porque a mentira plantada por perseguidores políticos contamina o seu entorno social. É uma punição cruel por eu ter escolhido o lado dos menos favorecidos e da verdade.
3. O Impacto Emocional e a Paternidade: Talvez o dano mais perverso seja o emocional. Como pai de dois filhos, ver a honra de sua vida ser atacada por projetos de poder é uma dor indescritível. O impacto psicológico é profundo, pois exige uma força sobre-humana para manter o equilíbrio necessário para criar duas crianças enquanto se luta contra uma máquina de desumanização.
A Omissão como Combustível: O que torna este cenário ainda mais sombrio é a omissão das autoridades. O silêncio institucional na Bahia serve de combustível para os perseguidores. Quando o Estado não age diante de ataques comprovados contra um conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa, ele se torna cúmplice do meu adoecimento.
Minha denúncia é um alerta: a liberdade de imprensa no Brasil está sendo atacada por meio da saúde dos jornalistas. Estão tentando nos calar pelo cansaço e pela doença. Mas, enquanto houver fôlego, haverá resistência. Minha sanidade, minha honra e minha vida são patrimônios que a maldade política, por mais sistêmica que seja, não conseguirá confiscar.
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