
Por Fernando Alcoforado*
Este é o resumo do artigo que tem por objetivo demonstrar a necessidade imperiosa da colonização humana de outros mundos para preservação da espécie humana diante do prognóstico do renomado físico Stephen Hawking de que a aventura humana na Terra acabaria no ano 2600. O website <https://oglobo.globo.com/
Segundo Hawking, para o ano 2600, o consumo excessivo de eletricidade fará com que a Terra brilhe em vermelho vivo. A superpopulação mundial seria o principal motor desse processo de degradação. O número de habitantes do planeta Terra dobrou a cada quatro décadas, e essa progressão constante levará a um consumo energético insustentável. O calor resultante transformará o solo da Terra em uma bola de fogo incandescente ao longo dos próximos 600 anos. Hawking alertou que a civilização atravessa um ponto crítico porque o aquecimento global atingirá níveis irreversíveis se a atividade humana mantiver o ritmo atual. Hawking projetou que o clima terrestre se tornaria semelhante ao de Vênus. A superfície da Terra registraria temperaturas próximas de 250 °C e as nuvens passariam a gerar precipitações permanentes de ácido sulfúrico. A ambição desmedida das pessoas pela acumulação de riqueza com a exploração desenfreada dos recursos naturais da Terra dificultaria a adoção de medidas eficazes contra a mudança climática.
Não há dúvidas de que o fim da aventura humana na Terra impõe a necessidade da colonização de outros mundos porque ela se apoia em uma premissa muito forte que é a de que a permanência da humanidade na Terra não está garantida a longo prazo. Nos livros de nossa autoria “A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência”, publicado pela Editora Dialética de São Paulo em 2021, e “How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity” (Como proteger os seres humanos das ameaças à sua existência e evitar a extinção da humanidade), publicado pela Generis Publishing de Chișinău, Moldávia em 2023, afirmamos que “são inúmeras as ameaças à sobrevivência da humanidade hoje e no futuro a curto, médio e longo prazo. Estas ameaças dizem respeito a pandemias, devastação econômica, social, ambiental e das guerras no século XXI, a catástrofes naturais resultantes de terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas, a colisão sobre o planeta Terra de asteroides, cometas ou pedaços de cometas, a colisão com o planeta Terra de planetas do sistema solar e de planetas órfãos que vagam pelo espaço sideral, o impacto sobre a Terra da emissão de raios gama resultantes da explosão de estrelas supernovas, as consequências catastróficas sobre o meio ambiente da Terra resultantes do afastamento da Lua em relação à Terra, a morte do Sol, a colisão das galáxias Andrômeda e Via Láctea onde se localiza o sistema solar e o fim do Universo. Todos esses eventos catastróficos, que poderão ocorrer a curto, médio e longo prazo, podem contribuir para que a humanidade seja levada à sua extinção como espécie”.
A necessidade da colonização de outros mundos se justifica devido a três fatores:
1. Riscos existenciais.
Eventos naturais ou provocados pelo próprio ser humano podem ameaçar a sobrevivência da humanidade como, por exemplo, mudanças climáticas extremas, guerra nuclear e pandemias globais, bem como o impacto sobre a Terra de asteroides, cometas ou pedaços de cometas, a colisão com a Terra de planetas do sistema solar e de planetas órfãos que vagam pelo espaço sideral, o impacto sobre a Terra da emissão de raios gama resultante da explosão de estrelas supernovas, o colapso ecológico da Terra resultante do afastamento da Lua em relação à Terra, a morte do Sol, a colisão das galáxias Andrômeda e Via Láctea onde se situa o sistema solar e o fim do Universo. A colonização de outros mundos seria, portanto, uma forma de reduzir o risco de extinção da espécie humana, evitando que toda a humanidade dependa de um único planeta.
2. Limites físicos da Terra.
Superpopulação mundial, crescimento econômico elevado, consumo excessivo de energia e degradação ambiental contribuem para o esgotamento dos recursos naturais da Terra que são finitos. Tudo isto pode colocar em xeque a sustentabilidade ambiental a longo prazo do planeta Terra. Explorar e habitar outros corpos celestes poderia aliviar parte dessa pressão que se faz sobre o planeta Terra.
3. Destino cosmológico inevitável.
Mesmo que a humanidade resolvesse todos os problemas atuais (mudanças climáticas extremas, guerra nuclear, pandemias globais), a longo prazo, o Sol entrará em sua fase final de existência se transformando em gigante vermelha (daqui a 4 bilhões de anos) que, com sua expansão, fará com que a Terra fique inabitável, haverá a colisão das galáxias Andrômeda e Via Láctea onde a Terra se encontra (daqui a 4 bilhões de anos) e haverá o fim do Universo daqui a 20 ou 33 bilhões de anos. Em escala cósmica, permanecer na Terra indefinidamente é impossível.
Os principais candidatos à colonização humana a curto/ médio prazo de outros mundos são Marte, Lua e o exoplaneta Proxima B situado no sistema planetário Alfa Centauri. Lua e Marte são os locais mais adequados para colônias humanas espaciais, segundo Stephen Hawking. Marte é o alvo mais realista de colonização humana no curto/médio prazo porque possui dia semelhante ao da Terra, presença de água congelada e gravidade tolerável apesar de menor do que a da Terra. Seus principais problemas a serem enfrentados são atmosfera rarefeita, radiação intensa e temperaturas extremas que variam de −143 °C (no inverno nas calotas polares) até máximas de +35 °C (no verão equatorial). A Lua é, também, alvo realista de colonização humana porque está próxima da Terra, pode ter seus recursos naturais explorados e serviria como base intermediária para futuras viagens espaciais. Seus principais problemas a serem enfrentados são ausência de atmosfera e variações extremas de temperatura que varia de cerca de 120°C durante o dia até -170°C à noite. A longo prazo, poderia haver a colonização do exoplaneta Proxima B situado no sistema planetário Alfa Centauri que exigiria o envio de sondas espaciais para avaliar as possibilidades de sua colonização humana. NASA, Agência Espacial Europeia, SpaceX e CNSA (China National Space Administration) são as organizações que desenvolvem tecnologias para exploração lunar e marciana.
A colonização de outros mundos pode não ser uma necessidade imediata, mas pode ser uma estratégia de longo prazo visando a sobrevivência da humanidade. Para colonizar outros mundos, é preciso enfrentar os desafios descritos a seguir:
1- Produção de foguetes que alcancem velocidades próximas à da luz (300 mil Km por segundo) para viajar pelos confins do Universo haja vista os foguetes químicos atuais serem limitados pela velocidade máxima dos gases de escapamento.
2- Produção de tecnologias capazes de proteger os seres humanos em viagens espaciais (escudo térmico inflável para astronautas, roupas espaciais de alta tecnologia, casa espacial e laboratório sobre rodas, suprimento ininterrupto de energia e comunicações a laser para enviar informações para a Terra).
3- Identificação de outros mundos similares à Terra capazes de serem habitáveis pelos seres humanos projetando e enviando sondas espaciais para realizarem pesquisas sobre os locais possíveis de habitar dentro e fora do sistema solar.
4- Capacitação do ser humano para sobreviver nas viagens espaciais e em locais habitáveis fora da Terra aumentando a capacidade do corpo humano através da ciência e da tecnologia a fim de que os seres humanos sejam capazes de se transformarem para adquirir habilidades grandemente expandidas a partir da condição natural.
Para colonizar outros mundos, é preciso que existam condições para a sobrevivência humana. Para o ser humano sobreviver em outros mundos além da Terra, é necessário recriar total ou parcialmente em outros mundos as condições básicas que permitem a vida humana na Terra. Essas condições para os seres humanos habitarem outros mundos requer a existência dos fatores descritos a seguir: 1) Atmosfera respirável; 2) Água líquida; 3) Temperatura adequada em outros mundos; 4) Proteção contra radiação solar e cósmica; 5) Produção de alimentos; 6) Gravidade adequada; e, 7) Infraestrutura tecnológica. Sobreviver fora da Terra exige habitats pressurizados, sistemas de reciclagem de ar e água, produção ininterrupta de energia (solar ou nuclear) e a disponibilidade de meios de transporte e comunicação.
Pode-se afirmar que, para viver em outros mundos, o ser humano precisaria aumentar sua capacidade biológica para sobreviver nas viagens espaciais e em locais habitáveis fora da Terra, bem como recriar artificialmente com a terraformação de outros mundos as condições que a Terra oferece naturalmente, isto é, proporcionando atmosfera respirável, água líquida, temperatura adequada, proteção contra radiação solar e cósmica, produção de alimentos, gravidade adequada e suporte tecnológico avançado. Isto significa dizer que a colonização de outros mundos deve contar com suporte tecnológico avançado criando bases fechadas como se planeja para Marte e deve promover a terraformação de outros mundos a serem colonizados modificando-os para torná-los semelhante à Terra.
Para ler o artigo em Português, Inglês e Francês, acessar os websites do Academia.edu <https://www.academia.edu/
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