
Fernando Alcoforado*
Este artigo tem por objetivo demonstrar que o governo do Irã está dando um “xeque-mate” no governo Trump dos Estados Unidos, que busca desesperadamente um acordo de paz com os iranianos o mais rapidamente possível para impedir que aumente ainda mais os danos sobre a economia mundial, a economia dos Estados Unidos e sobre sua popularidade entre os norte-americanos. O jogo de xadrez utiliza 32 peças no total (16 brancas e 16 pretas), compostas por 1 Rei, 1 Dama (rainha), 2 Torres, 2 Bispos, 2 Cavalos e 8 Peões por jogador. As peças do jogo de xadrez se movimentam de formas distintas, com valores relativos, sendo o objetivo principal dar xeque-mate no rei adversário. No jogo de xadrez, o “xeque-mate” é a condição de vitória que encerra a partida imediatamente. Ele ocorre quando o Rei de um dos jogadores está sob ataque direto (em xeque) e não possui nenhuma escapatória.
No jogo de xadrez, para que uma posição seja considerada xeque-mate, três condições devem ser atendidas simultaneamente:
1. O Rei está em Xeque — O Rei está sendo ameaçado ou atacado no tabuleiro de xadrez por pelo menos uma peça adversária.
2. O Rei não pode fugir do ataque. Não existe no tabuleiro de xadrez nenhuma casa adjacente para a qual o rei possa se mover que não esteja também sob ataque.
3. O Xeque não pode ser anulado — O jogador que está sofrendo o ataque não tem como capturar a peça que está dando o xeque ou bloquear o caminho do ataque (colocando uma peça entre o seu Rei e o atacante, exceto se o ataque for de um cavalo ou peão, que não podem ser bloqueados).
A analogia entre o jogo de xadrez e a guerra no Irã é a de que o governo Trump seria o “Rei” do jogo de xadrez que está sendo ameaçado por um “xeque-mate” pelo governo iraniano. Depois de sofrer intenso bombardeio desencadeado pelos Estados Unidos e Israel, o governo do Irã está ameaçando o governo Trump dos Estados Unidos com um “xeque-mate” com o fechamento do Estreito de Ormuz para navios de países inimigos do Irã que está impactando negativamente sobre a economia mundial, inclusive a dos Estados Unidos, com a cessação do suprimento de 20% a 30% do petróleo mundial, cerca de 20% do GNL (Gás Natural Liquefeito) e 40% das exportações mundiais de ureia, 30% da amônia, 24% dos fosfatos e 50% do enxofre utilizados na fabricação de fertilizantes. Esta situação está provocando o aumento do preço do petróleo, do gás natural e de fertilizantes, o comprometimento das cadeias globais de valor, a queda na atividade produtiva mundial e o aumento das taxas de inflação em todos os países do mundo.
Na ameaça de “xeque-mate” iraniano, o “Rei” adversário (governo Trump) está sob ataque com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, a perda de sua popularidade nos Estados Unidos devido à guerra, prejuízos políticos nas próximas eleições legislativas e não tem como evitar o fracasso de sua ação belicista contra o Irã haja vista que não atingiu os objetivos de mudança do regime iraniano, não obteve a rendição incondicional do Irã, não levou ao fim do programa nuclear do Irã e não impediu o fechamento do Estreito de Ormuz pelos iranianos. Na tentativa de neutralizar o “xeque-mate” iraniano, no desespero, Trump promoveu um bloqueio naval no golfo de Oman que se localiza após o Estreito de Ormuz, para impedir a passagem de navios iranianos e de países amigos do Irã (Figura 1). Com este bloqueio naval dos Estados Unidos, nada passa pelo Estreito de Ormuz em prejuízo da economia mundial. O governo do Irã afirmou que só abriria o Estreito de Ormuz com o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos contra navios de países amigos do Irã. Muito dificilmente haverá acordo para o fim da guerra porque os Estados Unidos não concordam com as exigências do Irã, nem este país concorda com as exigências norte-americanas, sobretudo de abandono de seu programa nuclear.
Diante do “xeque-mate” iraniano, tudo leva a crer que Trump promoverá a intervenção militar especialmente do Estreito de Ormuz e tentará destruir a infraestrutura de energia, as pontes e as instalações de dessalinização da água do Irã para obrigar o governo iraniano a assinar um acordo favorável aos Estados Unidos e Trump não se considerar derrotado neste conflito. Muito provavelmente, os Estados Unidos somarão mais uma derrota política e militar com as que ocorreram no Vietnã, no Iraque e no Afeganistão. Será inevitável o fracasso da intervenção militar dos Estados Unidos no Irã devido à geografia desfavorável iraniana (território grande e montanhoso do Irã propício a guerrilhas), o envolvimento indireto de atores regionais (Hezbollah, Houthies, entre outros) e o risco de escalada militar prolongada, sem vitória clara dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo o Pentágono, dominar o Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos duraria 6 meses com danosas consequências para a economia mundial. Este cenário é semelhante ao que os Estados Unidos enfrentaram na Guerra do Vietnã, na Guerra do Iraque e na Guerra do Afeganistão, onde sua superioridade militar não impediu sua derrota.
Tudo leva a crer que o Irã não será derrotado militarmente pelos Estados Unidos porque o governo iraniano, que não foi derrubado, continua firme na sua disposição de luta em defesa da soberania do Irã, possui capacidade de dissuasão militar como o ataque às bases dos Estados Unidos no Oriente Médio mostrou que o Irã pode responder militarmente aos ataques dos Estados Unidos, preservou sua presença indireta em países como Iraque, Síria e Líbano e o custo desta guerra para os Estados Unidos é gigantesco cujas tensões aumentaram o custo político e militar da presença norte-americana no Oriente Médio. Por que se pode admitir em “xeque-mate” do governo do Irã no governo Trump dos Estados Unidos? Porque o “xeque-mate” ocorrerá com a derrota decisiva dos Estados Unidos, seja com sua expulsão ou seu abandono do Irã, com o colapso da estratégia belicista norte-americana e a vitória clara do Irã no campo político e militar. No momento, existe um impasse ou equilíbrio tenso (stalemate) entre o Irã e os Estados Unidos que culminará com o “xeque-mate” do Irã nos Estados Unidos.
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