
O ex-prefeito de Salvador e radialista Mário Kértesz, o jornalista e escritor Franciel Cruz e o professor da Ufba Nelson Pretto são os participantes da mesa “A gente ri, a gente chora”, no dia 23 de outubro (quinta-feira), às 15h. O encontro, que integra a programação da 13ª edição da FLICA — Festa Literária Internacional de Cachoeira — será mediado pela escritora e jornalista Mariana Paiva, e acontece na Tenda Paraguaçu.
Mário Kértesz lançou no início deste mês de setembro seu livro de memórias “Riso-Choro” (Edufba). Já o mais recente livro de Franciel é “Tá Pensando Que Tudo é Futebol?” (selo editorial Dança de Rato), que reúne crônicas sobre o esporte mais popular do Brasil.
Nelson Pretto, professor da faculdade de educação da UFBA e autor de livros como “Conexão Escola-Mundo” (Edufba), diz que seu papel será de um “comentador”: “O livro de Mário Kertész é interessante porque conta seu percurso, desde a entrada na comunicação ao assumir o Jornal da Bahia. Mostra como a política depende da comunicação. E Mário faz esse movimento único, saindo da política, que precisa da comunicação, para se tornar dono de um veículo, reforçando ainda mais seu papel político”, observa Nelson.
O professor destaca a linguagem usada por Kertész em “Riso-Choro”: “O livro é narrado em primeira pessoa, como se ele estivesse falando na rádio. Parece que estamos conversando com ele e ouvindo os comentários dele. É uma leitura prazerosa neste sentido, sem sofisticação literária”.
O humor de Mário e de Franciel será um dos motes da conversa, segundo Mariana Paiva. “O meu verso preferido é ‘defender a alegria como uma trincheira’, de Mario Benedetti. Mas não é rir à toa, nem o sorriso amarelo, mas falo desse riso que é capaz de se colocar como anteparo diante da dor do mundo. A gente pode usar o riso para mostrar o ridículo do outro, do mundo”.
Mariana nota a importância da presença de uma mulher na mesa, ainda que como mediadora. “Nós, mulheres, não estamos historicamente neste lugar de humor, mas no de sofrimento. Estar nesta mediação mostra que a mulher pode ser extrovertida e bem-humorada. Podemos olhar para os fatos com inteligência, uma inteligência que ri”.
A FLICA na vida de cada um — Nelson Pretto frequentou as primeiras edições da FLICA e cita momentos marcantes como a homenagem à Mãe Stella em 2014. “Estive lá como espectador e vi coisas emocionantes. Acompanhei debates, futuquei livros, assisti a shows. Mas é a primeira vez que participo de uma mesa. A FLICA é a pioneira das festas literárias na Bahia e estimulou o surgimento de outras festas no estado. Essas festas são muito importantes porque participam do processo formativo da juventude”, acrescenta o educador.

Nelson Pretto (Foto: Kelly Alves).
Mariana Paiva participou, como autora, de uma mesa com o escritor português Gonçalo M. Tavares, também em 2014. Como mediadora, é a primeira experiência em Cachoeira. “É uma grande alegria voltar à FLICA. Cachoeira é um lugar encantado! Embora a FLICA não tenha décadas de existência, tem muita importância pelos debates que suscitou e suscita. Não tem medo sobre determinadas questões e sempre renova o olhar sobre várias questões”, afirma a escritora.
FLICA 2025 — A 13ª edição da FLICA — Festa Literária Internacional de Cachoeira - será realizada entre 23 e 26 de outubro, com o tema “Ler é Massa!”. O evento vai reunir mais de 60 autores nacionais e internacionais, além de artistas e leitores, para celebrar a magia da literatura.
A alma da festa é formada por três espaços principais: a Tenda Paraguaçu, principal palco de encontros e debates literários; a Fliquinha, dedicada às crianças; e a Geração FLICA, para o público jovem.
A curadoria desta edição é composta por Wesley Correia, Emília Nuñez, Deco Lipe e Linnoy Nonato. A realização tem a assinatura da SCHOMMER Produções e a coordenação geral é feita por Verônica Nonato.
Entre os artistas e escritores que participam da FLICA 2025, estão Bárbara Carine, Paula Pimenta, NegaFyah, Russo Passapusso, Rita Batista, Lirinha, Aline Midlej, Leozito Rocha, Maíra Azevedo e os convidados estrangeiros, a peruana Gabriela Wiener e o palestino Atef Abu Saif.
Acessibilidade — Todos os espaços apresentam indicação etária livre e contam com acessibilidade. As atividades acontecerão em espaços distintos, todos com rampas de acesso e sanitários químicos para pessoas com deficiências.
A Tenda Paraguaçu, Geração Flica, Fliquinha, o espaço Bahia Presente e o Palco Ritmos terão intérpretes em libras visíveis, de frente para a plateia. Produtores estarão em cada espaço para acompanhar pessoas com deficiência e fornecer informações. Para as mesas literárias com autores estrangeiros, serão disponibilizados a todos, incluindo as pessoas com deficiência visual, fones de ouvido com áudio da tradução em português.
A 13ª edição da FLICA tem patrocínio do Governo do Estado, através do FazCultura, Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) e Secretaria da Fazenda (Sefaz), e Governo Federal. É contemplada pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à SecultBA, e da Secretaria Estadual de Educação (SEC). Conta com o apoio da EMBASA, com realização da SCHOMMER, em parceria com a Prefeitura Municipal de Cachoeira e LDM (livraria oficial do evento).
SERVIÇO:
FLICA 2025
Quando: 23 a 26 de outubro de 2025
Mesa: “A gente ri, a gente chora”, com Mário Kertész, Nelson Pretto e Franciel Cruz
Mediação: Mariana Paiva
Data: 23 de outubro (quinta-feira)
Horário: 15h
Espaço: Tenda Paraguaçu
Mais informações:
Instagram: @flicaoficial | https://www.instagram.com/
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