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Lançamento do livro “Conectar Cultural – Recôncavo da Bahia” é marcado por celebração da cultura popular.

Lançamento do livro “Conectar Cultural – Recôncavo da Bahia” é marcado por celebração da cultura popular.

27/05/2026 às 01h15
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Viva Comunicação Interativa
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Foto: Divulgação / Assessoria
Foto: Divulgação / Assessoria

O município de São Félix foi a cidade escolhida para sediar a cerimônia de lançamento do livro multimídia trilíngue “Conectar Cultural – Recôncavo da Bahia”, publicação que reúne registros inéditos sobre as cinco manifestações culturais premiadas pelo Conectar Cultural e mais de 100 manifestações mapeadas pelo projeto. O livro “Conectar Cultural – Recôncavo da Bahia” está disponível gratuitamente no site www.conectarcultural.com.br, onde o público interessado pode acessar a versão digital e o audiobook, além de solicitar o livro físico.

No lançamento, que aconteceu na última sexta-feira (22), pela primeira vez, os representantes das manifestações culturais premiadas — Samba do Machucador (Cruz das Almas), Nego Fugido (Santo Amaro), Associação dos Artesãos de Saubara, Sociedade Filarmônica União Sanfelixta (São Félix) e Articulação de Mulheres Negras e Quilombolas (Cachoeira) — puderam ver materializadas nas páginas da obra as suas histórias, memórias, imagens e saberes construídos ao longo de gerações. Publicado em português, inglês e espanhol, o livro reúne fotografias, entrevistas, conteúdos audiovisuais e relatos produzidos durante o processo de mapeamento cultural realizado em diversos municípios da região.

Coordenadora de atividades pedagógicas do Nego Fugido, Isabela Reis realçou o impacto simbólico e educativo da publicação para a comunidade quilombola de Acupe. “Ter um livro que fale sobre o Nego Fugido, e que vai circular para além do Brasil, é mais que uma conquista. Um dos nossos principais objetivos é levar o nome do Nego Fugido como uma manifestação cultural desmistificada, fora desse contexto folclorizado em que muitas vezes esses grupos culturais são colocados”, afirmou.

Para Alan Freitas, presidente da Sociedade Filarmônica União Sanfelixta, o reconhecimento reforça a importância histórica e cultural das filarmônicas do Recôncavo Baiano. “Ter esse reconhecimento hoje é uma coisa bastante gratificante para nós, como instituição, para nós, como músicos, em ver que a nossa atividade, o nosso fazer cultural por meio da música, gera frutos. E ter a nossa história sendo contada dentro de um livro, escrito hoje em três idiomas, é uma coisa que também nos gratifica, sobretudo pelo reconhecimento”, disse.

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Sonho coletivo - Maria Abade, presidenta da Articulação de Mulheres Negras e Quilombolas do Quilombo Engenho da Ponte, destacou que o reconhecimento representa o fortalecimento de uma caminhada construída coletivamente ao longo de mais de uma década. “Esse reconhecimento vem fortalecer tudo o que a gente vem semeando e construindo ao longo de mais de 10 anos enquanto coletivo. Então, fortalece os pactos e vínculos coletivos e o associativismo”, afirmou.

A emoção também marcou a fala de Lenira Santiago, presidenta da Associação dos Artesãos de Saubara, que celebrou a visibilidade alcançada pelas rendeiras e trançadeiras de palha do município. “É um orgulho para nós receber esse livro, porque ele está vindo em três línguas. Então vai correr o mundo. Era tudo o que nós sonhávamos na associação. Então é um orgulho para nós, não só para a causa das rendeiras, ou para Lenira, Raimunda ou Maria, mas para as artesãs de Saubara”, destacou.

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Representando o Samba do Machucador, Telma Carvalho falou da emoção de ver a trajetória do grupo registrada na publicação. “Ver a nossa história sendo contada e trazendo à tona todas as vivências e memórias é muito importante para a gente. Esse livro trilíngue muito nos enriquece, porque o nosso nome e a nossa história vão ser difundidos para outros países, para que saibam que aqui na Bahia, no Recôncavo, existem essas mulheres fazendo esse movimento de vivências e de alegria”, declarou.

Compromisso com a salvaguarda cultural: “Encerrar esta edição do Conectar Cultural celebrando manifestações tão potentes do Recôncavo Baiano e consolidar isso em um livro reforça a importância de investir na cultura como patrimônio vivo. Ao longo dessa jornada, conhecemos histórias profundamente conectadas à ancestralidade, à coletividade e à preservação da memória. “É um privilégio finalizar esse ciclo celebrando essas manifestações e reafirmando o compromisso do Instituto Neoenergia com a valorização da diversidade cultural brasileira”, destacou Renata Chagas, diretora-presidente do Instituto Neoenergia.

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“É motivo de muito orgulho estar aqui representando a Neoenergia e ver o quanto o Instituto Neoenergia ajudou manifestações culturais tão importantes do Recôncavo Baiano. Manifestações que valorizam pessoas negras, mulheres batalhadoras e que, com esse recurso, podem desenvolver ainda mais a cultura e o desenvolvimento local de toda a comunidade da região”, destacou Rodrigo Barros, gerente de operação da Neoenergia Coelba.

A cerimônia contou ainda com a presença do prefeito de São Félix, José Geraldo Tosta Albergaria; da gestora do Conectar Cultural na Bahia, Neusa Martins; da antropóloga e pesquisadora do Conectar Cultural, Violeta Salazar; da analista de projetos sociais do Instituto Neoenergia, Danielle Freddo, além de representantes de instituições parceiras como IPHAN, IPAC, FUNCEB, CCPI, UFRB, UFBA, UNEB, Fundação Hansen Bahia e Instituto Popular do Recôncavo.

Fruto da parceria entre o Ministério da Cultura, o Instituto Neoenergia e o Instituto São Paulo de Arte e Cultura (ISPAC), com patrocínio da Neoenergia via Lei Federal de Incentivo à Cultura, o Conectar Cultural se firma como um modelo inovador de valorização das culturas imateriais brasileiras. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SECULT, por meio da FUNCEB, IPAC e CCPI, Superintendência do IPHAN na Bahia, UFBA, UFRB, UNEB, Fundação Hansen Bahia e Instituto Popular do Recôncavo.

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Sobre o município Cachoeira é considerada Monumento Nacional, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional em 1971, o município de Cachoeira, situado no recôncavo sul, depois de Salvador, é a cidade baiana que reúne o mais importante acervo arquitetônico no estilo barroco e o maior estaleiro cultural independente do Brasil. Foi sede de governo durante a Guerra da Independência. Ali foram organizados e treinados os batalhões que lutaram em Salvador e em Cachoeira contra os ataques portugueses.
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