
Para celebrar este Dia da Amazônia, povos do campo, das águas e da floresta realizaram uma mobilização em Brasília, na tarde desta quinta-feira (4), revisitando e honrando o legado deixado por Chico Mendes, um mártir da luta dos povos tradicionais pela proteção da floresta e de seus territórios.
Com mensagens como “Território protegido, Brasil soberano” e “Amazônia livre de petróleo e gás”, o ato reforçou a “Declaração do Mutirão dos Povos da Amazônia para COP 30: A resposta somos nós”, construída coletivamente pelos movimentos durante o Mutirão dos Povos, realizado em Belém em julho, e reiterou o chamado por mais coragem e ambição climática para a sociedade brasileira e para o mundo.
Os movimentos sociais e indígenas demandam, entre outras coisas, o reconhecimento e proteção dos territórios e fim imediato da exploração predatória, o reconhecimento da Amazônia como bem comum da humanidade, e o fim da violência contra os povos que mantêm a floresta em pé. O documento, assinado por 19 organizações, foi entregue à presidência da COP 30.
Em um contexto global marcado por guerras e conflitos, debater a soberania popular e territorial nunca foi tão importante. Na declaração, os movimentos defendem que “sem reforma agrária, demarcação, titulação, regularização fundiária, desintrusão imediata dos nossos territórios, não haverá floresta, nem planeta para as próximas gerações”. O grupo também rejeita a manutenção de “qualquer tentativa de transformar a floresta em mercadoria, ativo financeiro desprovido de alma” e o avanço da exploração de petróleo na Amazônia.
A união dos movimentos rumo a COP 30 se iniciou a partir do chamado dos povos indígenas por uma mobilização global pela vida no planeta, no escopo da campanha A Resposta Somos Nós, que reivindica o reconhecimento dos territórios e saberes dos povos indígenas no combate às mudanças climáticas.
Comentários dos porta-vozes:
Amazônia no limite
A Amazônia tem enorme relevância para a biodiversidade e por seu papel no clima global, além de ser o lar de mais de 40 milhões de pessoas. Mas os efeitos das mudanças climáticas já afetam a maior floresta tropical do mundo. Em 2023 e 2024, o bioma Amazônia sofreu duas secas históricas consecutivas. Extremos que estão se tornando cada vez mais comuns e intensos, deixando a floresta mais suscetível às queimadas.
O fato é que cerca de 80% das emissões globais de GEE vem da queima de combustíveis fósseis. Assim, para proteger a Amazônia, a humanidade e todos os outros biomas, precisamos abandonar os combustíveis fósseis imediatamente. E o tempo está contra nós. A ciência já mostrou: se os governos não aumentarem drasticamente sua ambição, vamos ultrapassar a meta de 1,5°C de aquecimento global ainda nesta década.
Esse é um ano chave para a Amazônia, por conta da realização da COP 30 no Brasil, que deveria representar um momento de virada para ações ambiciosas que preservem as condições de vida no planeta. Este deveria ser um momento de sinalização mais forte por parte dos governos de que estão alinhados com aquilo que deveria ser feito - mas não é isso que está acontecendo.
Se há um Balanço Ético Global a ser feito nesse momento, é este:
A voz que precisa ecoar na COP30 não é a dos executivos que lucram com a destruição, mas da resistência, da sabedoria ancestral e do cuidado com a vida.
A floresta é a resposta, é a solução. Os povos que a protegem são as autoridades climáticas do nosso tempo. Enquanto países correm para cortar emissões, os territórios indígenas já fazem isso há séculos - sem poluir.
É hora de traçar, juntos, uma linha de futuro: chega de fósseis, chega de falsas soluções, chega de violência contra a Amazônia e seus povos. Essa é a linha que o Brasil deve delimitar diante do mundo.
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