
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a cobrar, nesta quarta-feira, 2 de julho, durante entrevista concedida ao Jornal da Manhã, em Salvador–BA, que é preciso haver uma definição clara de qual será o papel do Governo Federal no combate à criminalidade no Brasil e na questão da segurança como um todo no país.
“Essa PEC vai permitir que, na discussão no Congresso Nacional, a gente possa definir claramente o seguinte: como é que o Governo Federal vai participar ativamente do combate ao crime organizado, do combate à criminalidade e à violência no Brasil. Porque ela cresce a cada dia que passa”.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República.
“O que nós queremos construir é uma parceria civilizada entre o governo estadual e o Governo Federal para saber qual é o papel de cada um. Onde é que o Governo Federal entra? Só para dar dinheiro ou ele tem uma participação nas decisões políticas do combate à segurança?”, indagou Lula.
Para o presidente, a PEC da Segurança Pública, encaminhada ao Congresso Nacional no dia 23 de abril, representa uma ação inédita do Governo Federal na área da segurança pública, sem que haja uma interferência na autonomia dos estados. “Essa PEC vai permitir que, na discussão no Congresso Nacional, a gente possa definir claramente o seguinte: como é que o Governo Federal vai participar ativamente do combate ao crime organizado, do combate à criminalidade e à violência no Brasil. Porque ela cresce a cada dia que passa”, frisou Lula.
REFORÇO NAS FRONTEIRAS – O presidente explicou que, enquanto a PEC da Segurança não é aprovada no Congresso Nacional, o Governo Federal tem atuado em outras frentes de sua competência no enfrentamento ao crime organizado, como o reforço na fiscalização nas fronteiras e o combate ao garimpo e à exploração ilegal de madeira.
“Nós vamos assumir responsabilidade mais pelo crime organizado pelas nossas fronteiras. Nós estamos estruturando a Polícia Federal. Já montamos uma base da Polícia Federal em Manaus para a gente poder tomar conta da Amazônia, para enfrentar o garimpo ilegal, para enfrentar os madeireiros ilegais, para enfrentar o contrabando na nossa fronteira. Mas é preciso muito mais”, declarou.
“Durante muito tempo, se teve no Brasil uma discussão que eu acho que não chegou a nada, que é quem é que manda na polícia, quem é que cuida da segurança. Se você for olhar a Constituição, a segurança em si é da responsabilidade do governador do Estado, que tem a Polícia Militar, que tem a Polícia Civil. O Governo Federal tem a Polícia Federal e as Forças Armadas, que não entram nessa história, e a Polícia Rodoviária Federal”, lembrou Lula.
INTELIGÊNCIA — Outro ponto importante ressaltado pelo presidente é o investimento em inteligência, sem o qual não é possível combater o crime organizado. “O crime organizado é uma indústria multinacional. Ele tem braço no poder judiciário, no poder político, no futebol. Tem braço em tudo quanto é lugar. Tem braço internacional. Para enfrentar o crime organizado é preciso que a gente seja mais profissional e invista muito em inteligência, para que a gente possa combater esse mal que é uma chaga no mundo inteiro. E no Brasil, ela cresce”.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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