Sábado, 07 de Março de 2026
26°

Parcialmente nublado

Salvador, BA

Brasil Importância

Em Cachoeira, Governo do Estado inicia homenagens à luta pela Independência da Bahia.

Cerimônia oficial foi realizada com a presença do governador e secretários estaduais. Grupos culturais e estudantes também participaram dos atos.

25/06/2025 às 14h50 Atualizada em 25/06/2025 às 15h39
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom / Governo da Bahia
Compartilhe:
Fotos: Joá Souza/GOVBA - Divulgação
Fotos: Joá Souza/GOVBA - Divulgação

Com a bandeira da Bahia erguida ao alto e o centro histórico tomado por homenagens, Cachoeira reafirmou, nesta quarta-feira (25), seu papel na história da Independência do Brasil. Foi no município, em 25 de junho de 1822, que começaram os movimentos populares e políticos que fortaleceram a luta contra o domínio português. Um ano depois, esses esforços resultaram na expulsão definitiva das tropas lusitanas, consolidando a Independência na região. Em reconhecimento a esse marco, a sede do Governo do Estado é simbolicamente transferida para Cachoeira todos os anos, conforme determina uma lei estadual de 2007. O governador Jerônimo Rodrigues conduziu a cerimônia oficial.

“Essa é uma data que nos lembra a força do povo baiano na conquista da Independência. E é muito simbólico que essa luta tenha começado aqui, com o povo de Cachoeira se levantando contra a dominação. Ao transferirmos a sede do governo para cá, reafirmamos nosso compromisso com a valorização da história e com o fortalecimento da identidade do nosso povo. Que esse gesto ajude também a inspirar as novas gerações a conhecer e respeitar o caminho que percorremos até aqui”, afirmou Jerônimo. 

A programação contou com alvorada de fogos, hasteamento das bandeiras, cortejos culturais e celebrações religiosas. Um dos destaques foi o Solene Te Deum, canto litúrgico celebrado há 196 anos na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em homenagem aos heróis das batalhas de 1822. Grupos culturais, estudantes e autoridades dos três poderes participaram dos atos.

Continua após a publicidade

Importância histórica.

Para o professor de História Marcelo Nogueira, que há mais de 15 anos acompanha a solenidade com seus alunos, participar do 25 de Junho é um ato pedagógico e de resistência. “Cachoeira é o berço de uma das mais importantes revoluções do Brasil. Estar aqui no 25 de Junho é um dever de quem acredita na educação e na memória como caminhos para a cidadania. Essa data precisa ser ensinada nas escolas como parte central da história da independência.”

Continua após a publicidade

Entre os moradores, o orgulho e a emoção marcaram a manhã. Dona Terezinha Barbosa, de 67 anos, nasceu em Cachoeira e acompanha a cerimônia desde a juventude. “A cidade toda se enfeita, parece que o tempo volta. A gente lembra dos nossos antepassados, das mulheres que resistiram, dos homens que lutaram. É um orgulho muito grande saber que a história do Brasil também passa por aqui”, contou emocionada.

Continua após a publicidade

Cultura.

O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, também participou das atividades e reforçou a dimensão simbólica e política da cerimônia. “Valorizamos essa data porque ela carrega o DNA da luta popular baiana. Ao celebrar o 25 de Junho, reafirmamos a potência cultural do Recôncavo e sua contribuição única para o Brasil que somos hoje. É também um ato de justiça com a memória dos que fizeram a independência de verdade, nas ruas e becos de cidades como Cachoeira.”

Já o secretário de Turismo, Maurício Bacelar, destacou o potencial histórico e cultural da cidade como motor para o desenvolvimento da região. “O turismo de base cultural é uma das maiores riquezas da Bahia, e Cachoeira é um dos nossos maiores tesouros. Investir em infraestrutura, formação e divulgação é uma forma de transformar esse patrimônio em oportunidade para a população local.”

Reportagem: Tácio Santos/GOVBA.

História.

Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada pela tribo tupi dos tupinambás.

A fundação do povoado é atribuída ao célebre náufrago português Diogo Álvares Correia, o Caramuru. Foi a iniciativa de duas famílias portuguesas, os Dias Adorno e os Rodrigues Martins, que possibilitou sua elevação a Freguesia de Nossa Senhora do Rosário em 1674. Devido à sua localização estratégica, um entroncamento de importantes rotas que se dirigiam ao sertão, ao Recôncavo, às Minas Gerais ou a Salvador, então capital da colônia, logo passou a se enriquecer e, em 1698, tornou-se a Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira do Paraguaçu - o nome se dá por se situar próxima às quedas d'água presentes na cabeceira do Rio Paraguaçu. Essa Vila da Cachoeira distava 14 léguas da capital e cumpriu uma função logística destacável, pois conectava a rota comercial fluvial com uma rede terrestre de produtores do Recôncavo e de outras áreas da Capitania da Bahia.

O desenvolvimento do cultivo de cana-de-açúcar, da mineração de ouro no Rio das Contas e a intensificação do tráfico pelas estradas reais e da navegação do Rio Paraguaçu colaboraram para o rápido desenvolvimento econômico da região a partir do século XVIII. Segundo José Joaquim de Almeida e Arnizau, a Vila de Cachoeira era um ponto confluente das rotas comercias da Capitania da Bahia. Já em inícios de 1800, a sociedade cachoeirana detinha grande influência política e participa ativamente das guerras pela Independência da Bahia, em 1821, constituindo a Junta de Defesa.

A vila foi elevada à categoria de cidade por decreto imperial de 13 de março de 1837 (Lei Provincial nº 44).

Cachoeira é considerada monumento nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Cachoeira também é a segunda capital do estado, de acordo como a Lei Estadual nº 10.695/07. Todos os anos, no dia 25 de junho, o governo estadual é transferido para a cidade, num reconhecimento histórico pelos feitos da cidade em prol do país.

Fontes: 

Cachoeira (Bahia) – Wikipédia, a enciclopédia livre 

Secom / Governo do Estado da Bahia. 

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Cachoeira - BA
Cachoeira - BA
Sobre o município Cachoeira é considerada Monumento Nacional, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional em 1971, o município de Cachoeira, situado no recôncavo sul, depois de Salvador, é a cidade baiana que reúne o mais importante acervo arquitetônico no estilo barroco e o maior estaleiro cultural independente do Brasil. Foi sede de governo durante a Guerra da Independência. Ali foram organizados e treinados os batalhões que lutaram em Salvador e em Cachoeira contra os ataques portugueses.
Salvador, BA Atualizado às 01h01 - Fonte: ClimaTempo
26°
Parcialmente nublado

Mín. 26° Máx. 27°

Dom 27°C 26°C
Seg 28°C 25°C
Ter 28°C 26°C
Qua 27°C 26°C
Qui 27°C 26°C
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Anúncio
Anúncio
Enquete