Com o tema "Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano", foi aberta nesta quinta-feira (3), no auditório do Campus Educacional São Lucas, a 2ª Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, em Porto Velho.
O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) em parceria com o Conselho Municipal de Saúde (CMS), reuniu trabalhadores, gestores, conselheiros e representantes de diversas instituições para debater melhorias nas condições de trabalho e nas políticas públicas voltadas à saúde do trabalhador.
O objetivo da conferência é revisar e atualizar a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), a partir da realidade local. Para isso, o evento foi estruturado em três eixos de discussão:
1. Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora;
2. Novas relações de trabalho e seus impactos na saúde dos trabalhadores;
3. Participação popular na saúde do trabalhador para o controle social
Mais de 230 pessoas estiveram presentes no primeiro dia de atividades. A participação da sociedade é considerada fundamental para o fortalecimento do controle social no SUS e a construção de propostas que garantam mais segurança, bem-estar e respeito aos direitos dos trabalhadores.
PERCEPÇÃO DOS GESTORES E TRABALHADORES
Durante a cerimônia de abertura, representantes de diversas instituições reforçaram a necessidade urgente de atualização das políticas públicas voltadas à saúde do trabalhador, com atenção especial à saúde mental e às novas dinâmicas do mercado de trabalho.
O superintendente do Ministério da Saúde em Rondônia, Sid Orleans, enfatizou as jornadas exaustivas como causa de adoecimento. “Eu espero que essas mentes maravilhosas reunidas aqui hoje possam pensar nessas dores e apresentar propostas para que tenhamos uma rotina de trabalho mais humana e com qualidade de vida”, disse.
Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Robinson Cardoso Machado, a conferência é fundamental para garantir que as necessidades da classe trabalhadora sejam ouvidas e representadas. “Esse público precisa ser visto, ter suas necessidades de saúde contempladas. Daqui, sairão sugestões e propostas para as conferências estadual e nacional, representando a vontade dos trabalhadores de Porto Velho”, afirmou.
Além de gestores e representantes de conselhos, trabalhadores da saúde participaram ativamente dos debates. A enfermeira Zilma Souza, que atua na unidade de saúde Agenor de Carvalho, destacou a importância de olhar também para quem cuida. “A gente trabalha diariamente com as dores das pessoas, negligenciando as próprias dores. O trabalhador da saúde também precisa de amparo, pois quando ele está doente, a dificuldade de cuidar do outro é maior”, observou.
REPRESENTATIVIDADE
Durante o evento, estão sendo escolhidos os delegados e delegadas que representarão o município na etapa estadual da conferência, prevista para ocorrer no mês de maio. Esses representantes terão a responsabilidade de levar as propostas construídas coletivamente em Porto Velho para o debate ao nível estadual, fortalecendo o processo democrático de formulação das políticas de saúde do trabalhador.
Durante essa sexta-feira (4), a conferência segue com painéis temáticos, grupos de trabalho e plenária final para aprovação das propostas.
Texto:Luciane Gonçalves
Foto:Semusa
Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)
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