
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou, nesta quinta-feira (24), acordo entre Brasil e Chile de cooperação nas missões permanentes que os países mantém na Antártida (PDL 406/2019). Pelo texto, Brasil e Chile se comprometem a cooperar na preparação conjunta de projetos científicos e tecnológicos; intercâmbio de experiências e informações; promoção de recursos humanos; facilitação logística; e desenvolvimento de expedições conjuntas.
O relator foi o senador Plínio Valerio (PSDB-AM), que destacou o fato das duas nações já terem uma tradição consolidada de pesquisas e atuação no continente antártico. Para ele, o Brasil acertou ao iniciar a exploração da Antártida há décadas atrás, tornando-se um país respeitado mundialmente por sua atuação na região.
— O objetivo deste acordo é promover o desenvolvimento de atividades científicas conjuntas na Antártida, visando mitigar o impacto no meio ambiente e reduzir as exigências logísticas vinculadas. A primeira expedição brasileira à Antártida foi em 1982, quando começou o Programa Antártico Brasileiro, conhecido pela sigla Proantar. O Proantar faz pesquisas em biologia, geologia, oceanografia, glaciologia e meteorologia. Já em 1983 o Brasil foi aceito no Tratado da Antártida. Desde essa época, participamos ativamente dos processos decisórios sobre as atividades humanas na região. Contribuímos na conservação dos recursos naturais da área — destacou o senador.
Plinio Valério acrescentou que Brasil e Chile já têm um histórico "superlativo" de cooperação na Antártida, inclusive o acesso aéreo à Estação Antártica Comandante Ferraz é feito por meio do aeródromo chileno localizado no continente. A análise deste acordo segue agora para a análise do Plenário do Senado.
Senado Federal Lourdinha Pereira toma posse no Senado no lugar de Ana Paula Lobato
Senado Federal Saiba como consultar seu local de votação nas eleições de outubro
Senado Federal Capelão do Exército na 2ª Guerra, frei Orlando ganha título de herói da Pátria Mín. 22° Máx. 25°