
Após a realização de uma série de reformas, o Instituto de Educação Pedro Schneider, de São Leopoldo, foi desinterditado pelo Corpo de Bombeiros. As obras incluíram reparos da parte elétrica, da cobertura, das instalações elétricas, da pavimentação e da pintura, além da instalação de uma subestação de energia. Com isso, os mais de 1,2 mil alunos retornaram à instituição de ensino para o ano letivo de 2023. O local, que é considerado tradicional pela comunidade escolar do Vale dos Sinos, teve a sua estrutura revitalizada para uso pedagógico e recreativo dos estudantes.
Na tarde desta quinta-feira (30/3), o governador Eduardo Leite esteve na escola para ver o que foi feito e conversar com professores e funcionários que atuam na instituição de ensino. "Este é o primeiro passo de um importante trabalho de revitalização que estamos fazendo em nossas escolas. Temos um desafio pela frente, mas já estamos atuando nos lugares mais complexos a fim de entregar boas condições de ensino para toda a comunidade escolar", disse o governador.
Investimento na obra
A obra, orçada em R$ 1,4 milhão, foi uma das 176 priorizadas e classificadas em situação de urgência pelo plano de qualificação da infraestrutura escolar do governo do Estado.
A estratégia elaborada para a transformação do ambiente escolar tem como premissa a visão da escola em sua totalidade, mudando a prática do atendimento por demandas isoladas. O Estado atua, a partir dessa ideia, em todo o ambiente escolar, resolvendo os problemas de forma integrada, em um trabalho transversal e apoiado também nas informações vindas da comunidade escolar.

Plano de qualificação da gestão escolar
O governo do Estado apresentou, em 16 de fevereiro, um novo plano de gestão para qualificar a infraestrutura do ambiente escolar da Rede Estadual. O diagnóstico, elaborado de maneira conjunta pelas secretarias da Educação (Seduc) e de Obras Públicas (SOP), envolveu reuniões com cada uma das 30 Coordenadorias Regionais da Educação e das 28 coordenadorias Regionais de Obras Públicas, além da análise de demandas cadastradas no Sistema de Gestão de Obras e formulários aplicados em todas as escolas.
A revisão das estruturas internas da Seduc e da SOP e a relação integrada das duas pastas no processo de qualificação da infraestrutura das escolas é um dos destaques da estratégia. Foi criada, dentro da SOP, a Subsecretaria de Obras da Educação, exclusivamente dedicada ao atendimento da rede escolar. O governo passou a trabalhar no alinhamento entre as coordenadorias regionais das secretarias, e foi criada ainda a sala de gerenciamento intensivo para as obras de educação.
Foram identificadas 176 escolas em situação de urgência, cujas demandas poderiam impactar no uso dos espaços até o início das aulas. No nível intermediário, estão 1.898 escolas, que apresentam necessidades de maior complexidade, como reformas elétricas e hidráulicas e obras paralisadas.
Na classificação complementar, há 138 escolas que apresentam demandas de baixa complexidade, como manutenção de piso e calçadas e reparos em quadras de esporte, portas e janelas. Por fim, 99 escolas não tiveram necessidades declaradas pelas direções.
Texto: Bianca Garrido/Ascom Seduc
Edição: Felipe Borges/Secom
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