
Um total 7.628 de candidatos, o que corresponde a aproximadamente 36% dos 20.819 inscritos, não compareceram à primeira fase do Vestibular 2023 da UEL, realizado neste domingo (5) em Londrina, Curitiba, Guarapuava, Cascavel e Umuarama. 13.191 pessoas fizeram a prova.
O índice de abstenção, apesar de considerado alto, era esperado pela equipe da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) em virtude do resultado do Sisu, divulgado no último dia 28 de fevereiro, e pela data de realização das provas, em março e abril deste ano.
Nessa primeira etapa os candidatos responderam 60 questões objetivas de Conhecimentos Gerais, que tiveram como tema central o conhecimento científico e sua repercussão na sociedade. Esse ano, a UEL oferta 3.100 vagas, sendo 2.541 via vestibular e outras 559 por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu).
Para a reitora da UEL, professora Marta Favaro, além do Sisu e da data das provas, existe um claro distanciamento de estudantes do Ensino Médio com o Ensino Superior e a possibilidade de empregabilidade no mercado formal de trabalho.
"A universidade tem buscado intervir ao ampliar a divulgação de atividades relacionadas à academia, apoiando a avaliação que educadores e o setor público têm feito e lançando mão de ações para adequar o calendário acadêmico, afetado pelos dois anos de pandemia", disse.
Os aprovados no Vestibular 2023 deverão iniciar as aulas no dia 17 de julho. Para 2024, está prevista uma redução de cerca de 45 dias nesse intervalo temporal, a partir de ações decididas pela Câmara de Graduação e pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).
O reitora destacou que é fundamental que a sociedade se engaje nos esforços de valorização da educação da nova geração, restabelecendo a importância do Ensino Superior enquanto formador de novos profissionais.
BALANÇO – Mesmo com a abstenção alta, a UEL aplicou a primeira fase para cerca de 13 mil estudantes, o que mantém o vestibular entre os maiores do País. Nesta primeira etapa, as provas em Londrina foram aplicadas em 37 locais. Mais de 2,2 mil pessoas trabalharam na aplicação e fiscalização do Vestibular 2023.
Outro aspecto positivo foi a participação de 146 candidatos com deficiência, um crescimento de 70% no total de inscritos nessas cotas em relação a 2022. Esse foi o segundo ano seguido em que a UEL ofereceu cotas para este público.
Como ocorre todos os anos, 363 detentos estavam inscritos no concurso e fizeram as provas em sete presídios de Londrina – PEL I, II e III; Casa de Custódia, Cadeia Feminina, Creslon e no Patronato.
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