
A Secretaria da Educação (Seduc) realizou, de 23 a 28 deste mês, uma formação com o intuito de promover a cultura de boas práticas no manuseio, preparo, distribuição e armazenagem de gêneros alimentícios nas escolas da rede pública estadual. O evento foi realizado de forma on-line, via Google Meet, e teve como facilitadores nutricionistas que atuam na sede da Seduc e nas Regionais situadas no interior do estado. Ao todo, inscreveram-se para a formação 2.687 profissionais, entre manipuladores de alimentos, assessores financeiros e gestores escolares.
A ação ocorre anualmente, com o objetivo de relembrar conceitos importantes e atualizar os participantes sobre novos procedimentos a serem adotados no dia a dia da função, tendo em vista a garantia da segurança alimentar dos estudantes. A carga horária da formação é de 4 horas.

Valtânia Rosena Lima é manipuladora de alimentos na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Antônia Vieira Lima, em Tauá. A profissional considera que a formação em boas práticas foi uma experiência enriquecedora, que lhe permitiu a renovação dos saberes relacionados à função, exercida por vocação, conforme revela.
“É sempre bom nos aprimorarmos, adquirirmos novas informações, idéias e estratégias de como dar o melhor no nosso trabalho. Sempre podemos mais. Gosto muito do que faço, primeiro porque foi Deus quem me deu essa oportunidade, segundo, porque é dali que tiro o meu sustento. Nessas formações, é sempre destacada a questão de como manusearmos bem os alimentos, pois trabalhamos com vidas, e é preciso ter todo o cuidado para evitar a contaminação. Entregamos o melhor de nós, minha companheira de trabalho e eu, para que tudo possa ser no padrão desejado”, frisa Valtânia.

A nutricionista Priscila Sales, que atua na Seduc no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), salienta a importância da higienização tanto pessoal, como dos equipamentos, utensílios e do ambiente em que ficam os alimentos.
“Orientamos sobre as boas práticas levando em conta as etapas de pré-preparo, preparo e distribuição do alimento. O manipulador precisa estar de unhas cortadas, sem adornos, sem maquiagem, utilizando o uniforme completo, incluindo touca descartável. O ambiente onde o alimento é manipulado precisa ser limpo diariamente. É preciso ter atenção desde o momento do recebimento dos alimentos na escola”, explica Priscila.

A nutricionista observa, ainda, que as regras obedecem à resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão federal que estabelece critérios para esta área. Os gestores e assessores escolares foram incluídos na formação, para que também pudessem apropriar-se das informações e, no dia a dia, conseguissem acompanhar mais de perto o trabalho dos manipuladores.
Também faz parte das atribuições dos nutricionistas que atuam na rede pública estadual a elaboração do cardápio que será servido aos estudantes, que preza pela inclusão de alimentos in natura e minimamente processados. Há, ainda, orientações constantes às equipes escolares sobre como fazer o cardápio, a fim de preservar os nutrientes, e evitar o desperdício, com o trabalho de conscientização junto aos alunos.
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