

Dar aos estudantes de escolas da rede municipal de ensino a oportunidade de acesso ao reforço de aprendizado, recuperando assuntos que eles não conseguiram captar no período normal de aulas, foi o objetivo atingido pelo projeto Alfaverão, colocado em prática durante as férias, pela Secretaria Municipal de Educação (Smed).
O Alfaverão foi realizado em 36 escolas, entre 9 e 27 de janeiro de 2023, com aulas de reforço para os alunos de alfabetização que tiveram dificuldade de aprendizagem em 2022. As três semanas do projeto tiveram avaliação positiva de parte de professores e estudantes e, diante do sucesso, o programa deve ter continuidade.
Para o secretário Edgard Larry, o Alfaverão cumpriu 0o esperado, que era auxiliar alunos com déficit de aprendizagens nas áreas de língua portuguesa, com foco no letramento e alfabetização a partir do gênero textual, e na área de matemática, com foco no letramento matemático com um trabalho voltado para ludicidade. “Nossa equipe e alunos estão de parabéns pelos resultados obtidos. O projeto foi mais uma ação da Smed visando assegurar aos nossos estudantes oportunidades de aprendizado e desenvolvimento”, destacou Larry.
Durante o projeto foram desenvolvidas atividades lúdicas, esportivas e artísticas com foco no desenvolvimento de habilidades corporais coletivas visando promover, além do desenvolvimento motor os aspectos socioemocionais como: cooperação, inclusão, colaboração e espirito de equipe entre os integrantes; despertar a consciência de cooperação para a resolução de tarefas compartilhadas promovendo o fortalecimento do grupo, onde os esforços do trabalho coletivo direcionam para o alcance de determinada meta.
Na Escola Municipal Zulema Cotrim, bairro Felícia, a professora Arielhe Porto destacou a contribuição que o projeto deu para o aprendizado das crianças. “Poder ajudar as crianças a aprender a ler e escrever, alguns que ainda tinham dificuldade de escrever o próprio nome. Para mim foi de grande importância ter participado deste projeto”.
Para a estagiária de Psicologia, Jéssica Graciano da Silva, que atuou na Escola Mozart Tanajura, o projeto foi importante na área psicológica. “Muitas vezes, nas férias, as crianças ficam na rua, sem interação, criação de vínculos, em estar num espaço que acolhe, que tem o professor, uma equipe voltada para ele e para as suas necessidades, quer seja pedagógica ou de acolhimento”, por isso, segundo ela, a Alfaverão foi muito importante,
O estudante C.R.F., de 10 anos, gostou muito do projeto. “Eu aprendi a fazer mais contas e também mais sobre português. Além de ter a educação física”. E.R.S.G, de 11 anos, da Escola Municipal Mozart Tanajura, no Vila América, também gostou. “Em matemática, eu aprendi a subtrair, algo que não sabia. Os professores me ajudaram. Foi muito legal. Teve as brincadeiras, diversão. Aqui foi muito bom este projeto”.

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