
O Governo de Santa Catarina dá encaminhamento nesta sexta-feira, 13, a uma demanda antiga e muito importante para a preservação da história do Estado. O governador Jorginho Mello sancionou o projeto de lei que concretiza a doação do antigo prédio da escola Antonieta de Barros para a prefeitura municipal de Florianópolis. O imóvel, no Centro Histórico, estava sem uso há 14 anos. Um ato de doação foi realizado em frente ao local com a presença do prefeito Topázio Neto.
“Essa passagem desse patrimônio para o município é um esforço conjunto, todo mundo tentando fazer com que a nossa cultura, as pessoas, que estão nas nossas raízes, possam ser prestigiadas e reconhecidas pelas novas gerações”, disse o governador Jorginho Mello.
O projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), agora sancionado pelo governador, prevê que o município irá implantar no local um Centro de Cultura, Memória e Arte Negra Catarinense. O texto também traz a criação de um museu para a história de Antonieta de Barros, já que o prédio é o mesmo da escola em que ela foi professora e diretora.

“O governador Jorginho faz um gesto importante para a Capital dos catarinenses com a efetiva entrega da Escola Antonieta de Barros, que será um importante Museu, além de se tornar um centro cultural e de formação e capacitação. Era um pleito antigo e que agora ganha ainda mais importância com a alçada de Antonieta para o rol de heroínas da pátria”, disse o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto.
A nova destinação ocorre justamente em um momento em que a catarinense Antonieta de Barros é inscrita no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. O fato ocorreu no dia 5 de janeiro e a une a outra mulher de Santa Catarina, Anita Garibaldi, até então a única catarinense no livro.

O plenário da Assembleia Legislativa aprovou na sessão do dia 14 de dezembro o projeto que autorizou a cessão da antiga Escola Antonieta de Barros ao município. O local chegou a ter 250 alunos matriculados, mas que acabaram remanejados para outras unidades desde a sua desativação. Em 2008 o prédio foi interditado e, em 2010, estava desativada de forma definitiva a Escola de Educação Básica Antonieta de Barros, que deixava a rede pública estadual de ensino.
Construído na década de 1940, o prédio abrigou também o Colégio Dias Velho. A mudança de nome só ocorreu no ano de 1952, momento em que passou a se chamar Antonieta de Barros como uma forma de homenagear a jornalista, professora e primeira deputada negra eleita no Brasil.
:: Tramitação do PL na Alesc para consulta
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