

Durante todo o mês de novembro, as unidades socioassistenciais de Vitória da Conquista realizaram atividades sobre o Novembro Negro e sobre a Infância sem Racismo, ação proposta pelo Selo Unicef, com a participação de usuários e convidados.
Com este objetivo de conscientizar e celebrar, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Nova Cidade realizou, na manhã desta quarta-feira (30), na Praça CEUS, com a oferta de diversos serviços em parceria com o Movimento das Donas de Casa (MDC), apresentação musical, apresentação da copeira, desfile beleza negra e também uma palestra sobre racismo com o coordenador de Promoção da Igualdade Racial, Ricardo Alves.
A gerente do Cras Nova Cidade, Irani Alves, disse que o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma ocasião para refletir sobre o longo caminho que ainda é preciso percorrer em direção a uma sociedade mais igualitária e inclusiva. “Por isso, convidamos Ricardo Alves para contar um pouco sobre a história dos negros e o que cada um de nós pode fazer para ajudar a tornar o mundo mais justo para todos”, destacou.
Para Ricardo, a realização dessas atividades nos territórios dos Cras é muito importante, pois atinge o público que mais sofre com as consequências do racismo. “Este é momento de reafirmar o compromisso do Governo Municipal em combater o racismo estrutural e fazer com que esta cidade possa respeitar as diferenças e, dentro disso, o trabalho dos Cras é muito importante”, avaliou Ricardo.
Uma das participantes do desfile, Rita dos Santos, de 55 anos, moradora do Alto Moron, ressaltou que participar de atividades como essas é motivo de muito orgulho: “Esta é uma data que valoriza a nossa cor, mas eu sei que o Dia da Consciência Negra é todo dia”.

No mesmo dia, o Cras Vila América realizou atividade por uma infância sem racismo, que faz parte de uma das ações de prevenção à violência contra crianças e adolescentes previstas no plano de ação do Selo Unicef e tem por objetivo mobilizar as famílias para combater o racismo enquanto violência praticada nas escolas, nas ruas e em diversos outros ambientes em que se encontram crianças e adolescentes.
Para esta atividade, o Cras convidou a advogada e ativista Bárbara Tigre. Para Bárbara, é muito importante tratar essa temática com as crianças. “Nada melhor do que a gente começar a conversar com as crianças e adolescente para que elas façam uma reflexão de algo que percebem no próprio cotidiano”, explicou ela.

Lívia Vitória Seles, de 10 anos, participou da atividade com a mãe, Lucimar Mora, de 49 anos. Ela falou sobre o que aprendeu sobre racismo: “A palestra foi muito boa, porque aprendemos sobre o racismo, principalmente sobre a cor da pele nos lápis de cor e também aprendi que não devemos julgar as pessoas pela cor da pele, e sim pelo que elas fazem de bom ou de ruim”.
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