
As décadas de 1950 e 1970 foram marcadas pela arquitetura moderna brasileira, e isso refletiu nas edificações escolares. O movimento surgiu na Europa, mas ganhou ares locais: buscava-se romper com padrões históricos e criar uma linguagem própria do Brasil.
Houve muita influência das ideias de Anísio Teixeira, importante educador brasileiro e Patrono da Escola Pública Brasileira. As escolas, para ele, deveriam se basear nas propostas educacionais, primar pela funcionalidade e ter espaços otimizados.
Naquele momento, pretendia-se criar prédios adequados ao clima tropical. Para isso, valorizou-se a integração com a paisagem e o uso de áreas abertas, jardins e ventilação natural. As escolas eram divididas em blocos individualizados, mas que formavam um conjunto coeso e não tinham divisões internas rígidas, favorecendo adaptações. Entre eles, espaços de circulação arejados, com vãos amplos.
Na maioria das vezes, as estruturas de concreto armado, vidro e aço eram deixadas visíveis. Evitava-se o uso de ornamentos, incluindo referências políticas ou históricas. Havia decoração, porém, valorizando-se a criação de painéis e murais que ressaltassem a arte brasileira. Eram características a adoção de pilotis (colunas ou pilares que sustentam o edifício e deixam o térreo livre) e de brises (recursos arquitetônicos para controlar a incidência direta do sol e reduzir o calor excessivo).
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Em Porto Alegre, um prédio bem característico da arquitetura moderna é o da Escola Estadual de Ensino Fundamental Uruguai. Instalada em meio ao Parque Moinhos de Vento, o Parcão, o edifício tem linhas retas e simples, com a estrutura de concreto e tijolos visível. Conta, ainda, com decoração artística, com pastilhas de vidro coloridas.
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