
Se há dez ou quinze anos a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) enfrentava resistência até dentro da própria Polícia Civil, hoje o cenário é oposto: as vagas são preenchidas logo na abertura do período de escolha. A mudança revela não apenas o avanço da pauta da violência de gênero na segurança pública paulista, mas também o perfil de uma nova geração de delegadas que deseja construir carreira na linha de frente do enfrentamento à violência doméstica.
Para escolher as vagas abertas na corporação, as policiais precisam obter as melhores notas na Academia de Polícia (Acadepol). As primeiras colocadas têm prioridade na seleção das unidades onde desejam atuar. Quem não alcança pontuação suficiente acaba ficando com as opções remanescentes.
Foi por isso que as delegadas Maria Luiza Lukenczuk e Isadora Haddad, formadas em novembro de 2024, se dedicaram intensamente aos estudos. Antes mesmo de serem aprovadas no concurso, já sabiam que queriam trabalhar na Delegacia de Defesa da Mulher — unidade que, no passado, enfrentava resistência pela pouca visibilidade.
“Vejo a violência contra a mulher e o machismo como reflexos do nível de educação e da cultura de uma sociedade. Trabalhar enfrentando esse tipo de problema sempre foi meu objetivo”, afirmou Isadora. Maria Luiza compartilha da mesma motivação: “Nos dedicamos por essas vagas. Foi um objetivo alcançado”.

Desde que se formaram na Academia de Polícia, as duas atuam na 1ª DDM, instalada na Casa da Mulher Brasileira, no centro da capital. Embora tenham conquistado a vaga desejada, a rotina exige empatia, profissionalismo e maturidade emocional, já que lidam diariamente com ocorrências complexas e relatos de violência explícita contra mulheres e crianças.
“Praticamente todos os casos de feminicídio que registramos aconteceram na frente dos filhos. Não há um padrão nas ocorrências, mas isso é realmente assustador”, relatou Maria Luiza. Muitos desses casos não haviam sido denunciados anteriormente, o que impediu uma atuação preventiva da polícia.
Hoje, o estado conta com 142 unidades territoriais de DDM, sendo 18 com funcionamento 24 horas, para garantir celeridade no atendimento. Com objetivo de oferecer um ambiente seguro para mulheres vítimas de violência que buscam apoio para denunciar seus agressores, o Governo de São Paulo ampliou em 174% as salas DDMs em plantões policiais, atualmente com 173 unidades em todo o estado.
Nas salas, a vítima é atendida em videoconferência por equipe especializada da Delegacia da Defesa da Mulher, onde ela pode registrar a ocorrência, receber orientações e solicitar medidas protetivas emergenciais, como atendimento médico e abrigo. O funcionamento das salas DDM Online é de segunda a sexta, das 20h às 8h. Aos fins de semanas e feriados, o serviço é 24 horas.
Confira a localização no site São Paulo por Todas ( https://www.spportodas.sp.gov.br/sp-por-todas/seguranca_mulher ).
Com o movimento SP Por Todas , o Governo de SP tem estruturado uma rede de políticas públicas inovadoras para enfrentar a violência doméstica e garantir saúde e dignidade às mulheres. Desde 2023, o Estado ampliou o alcance das ações integradas, fortaleceu a rede de proteção com mais Salas de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) 24 horas, criação da Cabine Lilás e o tornozelamento de acusados de agressão contra mulheres. Lançou ainda, em 2024, o aplicativo SP Mulher Segura, com informações sobre acolhimento, registro de boletim de ocorrência on-line e botão de pânico, para os casos em que já existe medida protetiva, e ampliou as Casas da Mulher Paulista, que hoje somam 19 unidades.
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