
Assecom / Dep. Carlos Lula
O deputado estadual Carlos Lula (PSB) cobrou, nesta terça-feira (10), a apuração de uma denúncia de assédio feita por uma delegada da Polícia Civil contra o titular da Secretaria de Segurança Pública. A cobrança foi feita durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão.
Segundo o parlamentar, denúncias dessa natureza precisam ser investigadas com seriedade e transparência, sem que haja tentativa de desqualificar previamente a pessoa que apresenta o relato.
“Não é possível que, em pleno ano de 2026, uma mulher que relata um caso de assédio tenha sua palavra simplesmente descredibilizada. É necessário apurar os fatos”, afirmou.
A denúncia foi apresentada pela delegada Viviane Fonteles. Segundo o relato, durante uma reunião institucional no gabinete da Secretaria de Segurança Pública ela teria sido alvo de comentários considerados constrangedores.
A delegada teria sido chamada de “delegata” e recebeu pedidos insistentes para enviar uma fotografia que ficaria exposta no gabinete da autoridade. O caso passou a repercutir entre integrantes da Polícia Civil e entidades representativas da categoria.
Durante o pronunciamento, Carlos Lula também afirmou que o debate sobre violência e respeito às mulheres precisa ir além de homenagens simbólicas feitas no Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
O parlamentar também criticou o que classificou como tentativas de desviar o foco da denúncia com ataques à delegada. “Em vez de se apurar o fato para saber se ele aconteceu ou não, a conduta do Estado é ofender ainda mais quem está denunciando”, rebateu.
Carlos Lula afirmou que, caso as denúncias sejam confirmadas após investigação, é necessário que haja responsabilização.
“Se aconteceram dessa forma, eu acredito que deva haver consequências contra o secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, porque, afinal de contas, ele é o chefe dos órgãos que deveriam proteger as mulheres e não violentá-las”, disse.
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Maranhão informou, em nota, que recebeu o relato da delegada sobre comentários considerados constrangedores e pedidos insistentes para envio de fotografia durante reunião institucional.
A entidade classificou a conduta como incompatível com o ambiente institucional e informou que fará o registro de ocorrência e comunicará as autoridades competentes para a devida apuração.
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