
A Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), por meio da Diretoria de Igualdade Racial, realizou a palestra “Letramento Racial: a promoção e defesa da mulher no contexto político, social e racial paraense”, na sexta-feira (6), em Benevides, na Região Metropolitana de Belém. A atividade integrou a programação promovida pela União das Mulheres Empoderadas do Pará (Umepa) em alusão ao Dia Internacional das Mulheres.
O encontro reuniu mulheres participantes da oficina de corte e costura e promoveu um espaço de diálogo sobre igualdade racial, valorização da mulher e acesso a direitos. A programação também marcou a retomada das oficinas de formação profissional desenvolvidas pela entidade no município.
A microempreendedora Edivany da Silva Reis, de 43 anos, destacou que o curso tem contribuído para o fortalecimento pessoal e para a geração de renda. “Aqui a gente aprende, faz amizades e se fortalece. O letramento de hoje vem para nos ajudar nesse aprendizado, para que a gente saiba dos nossos direitos. As meninas me acolheram muito bem e hoje temos uma amizade que levamos para a vida. Aprender a costurar na máquina abriu uma oportunidade para conseguir uma renda e ajudar no sustento da minha família”, afirmou.
A aposentada Maria Cleide de Souza Costa, de 53 anos, também ressaltou o ambiente de colaboração criado durante as atividades. “Cada momento é importante. Há esse ambiente de colaboração, em que a gente acaba ajudando umas às outras. Quando uma tem mais dificuldade, outra já apoia. Isso é muito gratificante. O curso de corte e costura também nos ajuda na renda. Logo nas primeiras semanas começamos a produzir bolsas e depois passamos a confeccionar camisas e outras peças. Hoje já consigo fazer minhas próprias roupas. Inclusive, a calça que estou usando fui eu mesma que cortei e costurei”, contou.
Formação e fortalecimento feminino
A diretora de Igualdade Racial da Seirdh, Joelma Belém, destacou a importância de iniciativas que ampliem o debate sobre direitos e políticas públicas voltadas às mulheres.
“Estar em Benevides, em um encontro com um público totalmente feminino, é importante para reafirmar a importância das ações afirmativas e do debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres. Esses espaços permitem dialogar sobre direitos, sobre a importância da vida das mulheres e também sobre a denúncia em situações de violência. Quando elas se reconhecem como sujeitas de direitos, podem construir novos caminhos e contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.
Uma das coordenadoras da Umepa, Edith Meira, ressaltou que as oficinas de formação profissional contribuem para a autonomia financeira e social das participantes.
“Nessas oficinas, elas produzem roupas, camisas, shorts e bolsas, o que ajuda muitas a saírem da situação de vulnerabilidade e a iniciarem um caminho no empreendedorismo. A cada semestre formamos turmas com uma média de 60 a 70 mulheres. Agora estamos retomando as atividades e aproveitando esse momento para promover também rodas de conversa com temas importantes, como o letramento racial e a proteção à mulher”, explicou.
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