
O primeiro livro de registros do Conselho Municipal de Vitória da Conquista foi impresso em uma gráfica italiana centenária, a Magnani 1404. Produzido em meados do século XIX, na região da Toscana, na Itália, o documento histórico foi importado para o interior do sertão baiano em navios atlânticos. Devido ao deslocamento do continente europeu, o livro chegou ao município no final do século XIX.

Livro de Registros do Conselho Municipal
A descoberta foi feita pela estudante do 4º semestre de História, Isabella Penha, estagiária do Arquivo Municipal, enquanto realizava a catalogação do documento histórico e identificou algo grafado nas páginas de papel linho. Ao transpor a folha contra a luz, a marca d’água com o brasão da família Magnani foi identificada.Para ela, a descoberta ajuda a desmistificar a ideia de que Vitória da Conquista era uma cidade isolada do restante da Bahia.

Isabella Penha
“Essa descoberta mostra que, em 1896, Conquista já tinha um comércio com crédito e volume para importar esse tipo de papel direto da Itália. A feira e o comércio de Conquista já tinham uma articulação grande, a ponto de fazer essasexportaçõesentre o sertão baiano e o mercado europeu da época”, destacou.A técnica artesanal utilizada no livro, a filigrana, revela como a comercialização na região conquistense era intensa, ainda no século XIX, provando que a intendência municipal possuía relevância no âmbito internacional.
Por ter sido produzido por uma das fábricas de papel mais antigas do mundo, o livro é extremamente raro na região do sudoeste baiano. Para o historiador Jailson Ribeiro, essa descoberta marca um período importante da história do município. “Esse não é um livro de registro comum. É um livro que contém os documentos utilizados para registros de leis, com tudo feito manualmente, por isso a importância da sua especial durabilidade. É raríssimo esse documento e, por algum motivo, ele chegou até nós”.
Produção italiana
O livro importado da região da Toscana, na Itália, foi totalmente produzido na fábrica de papel Magnani 1404, originalmenteCartiere Magnani, com origem no século XV. Composto 100% por algodão, o papel linho, utilizado na produção do livro do Conselho Municipal, possui técnicas de tecelagem, tendo sido costurado manualmente por artesãos europeus.Ao chegar no interior do sertão baiano, o documento histórico foi grafado com tinta nanquim pelos coronéis conquistenses, os quais utilizaram também as famosas marcas de ferragado do sudoeste baiano.

Filigrana com brasão da família Magnani


Habitação Com aporte de R$ 1,5 milhão do Estado, novo residencial de Cascavel beneficia 80 famílias
Piauí Águas do Piauí lança plano para ampliar abastecimento durante as férias de julho no litoral
Rondônia Curso de APH tático fortalece atuação de policiais penais em situações de emergência médica
Sergipe Seplan divulga relatório final do Índice de Qualidade da Gestão Orçamentária referente ao exercício de 2025
Mato Grosso do Sul Imasul moderniza o licenciamento ambiental com nova plataforma digital integrada e alinhada à legislação
Sergipe Hospital da Polícia Militar realiza mais de 850 cirurgias no primeiro semestre e reforça suporte à rede estadual de saúde Mín. 25° Máx. 26°