
Este é o resumo do artigo de 11 páginas que tem por objetivo apresentar a COP 30 (30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) a ser realizada em Belém no Brasil em novembro de 2025 e seus desafios para evitar o aquecimento global e a mudança climática global que tende a ser catastrófica. Neste artigo, são apresentadas as causas do aquecimento global e da consequente mudança climática global, as consequências do aquecimento global e da mudança climática global dele resultante e o papel requerido à COP 30 no sentido de apresentar estratégias eficazes para evitar o aquecimento global e a mudança climática catastrófica global.
O aquecimento global resulta do efeito estufa causado pela retenção de calor na baixa atmosfera da Terra resultante da concentração de gases de vários tipos. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol que é absorvida pela superfície da Terra, aquecendo-a. Grande parte dessa radiação é devolvida ao espaço e a outra parte é absorvida pela camada de gases que envolve a atmosfera, causando o efeito estufa. É devido a este fenômeno natural, o efeito estufa, que temos atualmente uma temperatura média da Terra de 15 °C. Sem esse fenômeno, a temperatura média do planeta seria de -18 °C. Para estar em equilíbrio climático, a Terra deve receber a mesma quantidade de energia que envia de volta ao espaço. Se ocorrer desequilíbrio por algum motivo, o globo terrestre aquece ou esfria até a temperatura atingir novamente, a medida exata para a troca correta de calor.
O equilíbrio climático natural foi interrompido pela Revolução Industrial na Inglaterra em 1786. Desde o século XIX, as concentrações de dióxido de carbono no ar aumentaram em 30%, o dobro de metano e o óxido nitroso cresceu 15%. O aquecimento global é produzido pela atividade humana (antropogênica) no planeta e também por processos naturais como a decomposição de matéria orgânica e erupções vulcânicas, que produzem dez vezes mais gases do que o homem. Por muito tempo, os processos naturais asseguravam, por si só, a manutenção do efeito estufa, sem o qual a vida não seria possível na Terra. Os gases responsáveis pelo aquecimento global derivados da atividade humana são produzidos por combustíveis fósseis utilizados em automóveis, indústrias e usinas de energia, pela produção agrícola e a queima de florestas.
O mundo enfrenta um desafio que é não permitir que a temperatura média global cresça no século 21 acima de dois graus centígrados a partir do qual a mudança climática será catastrófica e irreversível. Para evitar este cenário catastrófico, as emissões globais de gases do efeito estufa terão que ser reduzidas abaixo dos níveis de 1990. Se não for revertida a tendência atual de alta na produção de gases de efeito estufa, não há a menor possibilidade de limitar o aumento do aquecimento global a 1,5 ºC, meta estabelecida em 2015 pelo Acordo de Paris, e a temperatura planetária deverá subir entre 2,5 ºC e 3 ºC até o fim do século. Esse nível de aumento do aquecimento global é considerado catastrófico, com um altíssimo custo de vidas humanas e prejuízos econômicos. Para entrar no caminho menos dispendioso para limitar o aumento do aquecimento global a 1,5 °C, as emissões devem cair 42% até 2030, em comparação com os níveis de 2019. Outra possibilidade seria reduzir em 7,5% as emissões, ano após ano, daqui até 2035. Essas reduções seriam impossível de realizá-las nesses horizontes de tempo.
Os gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global resultantes da atividade humana são produzidos pelos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) usados nos setores de energia (34%), indústria (24%), agricultura, florestas e uso da terra (22%) e transportes (15%). O uso de combustíveis fósseis para a produção de energia é uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa. A agropecuária é um dos setores que mais emite gases de efeito estufa. O transporte rodoviário, edifícios residenciais e comerciais são atividades que geram a maior parte das emissões de gases de efeito estufa. Isto significa dizer que devem ser adotadas estratégias que possibilitem a redução ou eliminação das emissões de gases de efeito estufa destes setores econômicos para evitar o aquecimento global.
O aquecimento global e a consequente mudança climática global pode provocar as consequências seguintes: 1) Continuidade do aumento da temperatura média do planeta Terra; 2) Aumento da temperatura dos oceanos; 3) Aumento do derretimento das cordilheiras e calotas polares; 4) Inundações de áreas e cidades costeiras, como resultado do aumento do nível do mar; 5) Aumento da insolação e radiação solar, devido ao aumento do buraco na camada de ozônio; 6) Intensificação de catástrofes climáticas, como furacões e tornados, secas, chuvas inclementes, entre outros fenômenos meteorológicos de difícil controle e previsão; 7) Comprometimento da saúde da população mundial; e, 8) Extinção de espécies por condições ambientais adversas para a maioria delas.
Todas as indicações são as de que o nível do mar pode subir devido ao aumento da temperatura média global. Pode haver o derretimento das camadas de gelo depositadas nas calotas polares e nos cumes das grandes cadeias de montanhas. Até 2050, o nível do mar pode subir para 1,17 metros, no ano de 2075 para 2,12 metros e em 2100 para 3,45 metros, desaparecendo grandes extensões de terras costeiras, ilhas e cidades litorâneas. Um maior número de furacões resultará do aumento da temperatura global. Alguns cientistas estão preocupados de que, no futuro, as calotas polares e as geleiras derretam significativamente. Se isso acontecer, pode haver um aumento no nível do mar em muitos metros. A Revista Galileo, n° 170 de junho de 2006, publicou o texto sob o título “Aquecimento global e a economia” no qual informa que se a camada de gelo da Antártida desaparecer seria uma catástrofe porque a região tem gelo suficiente para elevar o nível dos mares globais em mais de 65 metros.
Tem sido recorrente a ocorrência de inundações nas cidades em vários países do mundo. Está havendo uma mudança drástica no clima da Terra graças ao aquecimento global que está contribuindo para a ocorrência de inundações nas cidades que se repetem de forma cada vez mais catastrófica em seus efeitos. As inundações que devastaram algumas cidades do oeste e do sul da Alemanha, Henan na China, Londres na Inglaterra em 2021 e no Rio Grande do Sul no Brasil em 2024 demonstram a vulnerabilidade de áreas altamente populosas a enchentes catastróficas. As enchentes catastróficas que varreram a Europa, a China e o Brasil recentemente são um alerta de que represas, diques e sistemas de drenagem mais fortes são tão urgentes quanto medidas de prevenção em longo prazo contra as mudanças climáticas porque eventos climáticos, que já foram raros, estão cada vez mais comuns. No entanto, enquanto o clima da Terra não se estabilizar, cada país precisará preparar suas cidades para enfrentar eventos extremos no clima. Em muitos países, os rios propensos a inundações precisam ser cuidadosamente gerenciados. Defesas como diques, reservatórios e represas precisam ser usadas para impedir que os rios transbordem.
De todas estas consequências acima elencadas a que deveria merecer grande prioridade em sua solução diz respeito à adoção de estratégias para evitar o comprometimento da saúde da população mundial. O aquecimento global já está impactando enormemente sobre a saúde da população mundial. A mudança climática resultante do aquecimento global afeta diretamente a saúde humana por meio de eventos climáticos extremos, da propagação de doenças transmitidas por vetores e outras doenças infecciosas e do agravamento da poluição do ar. Indiretamente, a mudança do clima afeta a saúde humana causando desnutrição devido à queda na produção de alimentos, piorando as condições de trabalho e gerando estresse mental. O aumento na frequência das ondas de calor acarretará em uma duplicação ou até mesmo em uma triplicação até 2050 dos casos de infarto e doenças respiratórias. Haverá aumento também da quantidade de pessoas afetadas pela asma, das infecções transmitidas por mosquitos, dos casos de envenenamento por alimentos e as infecções virais, como a gripe aviária e a pneumonia atípica (SARS). O calor extremo é uma das principais causas de morte relacionadas com o clima. A combinação de mudanças climáticas com a urbanização continua a intensificar os extremos de calor em todo o mundo. O estresse térmico afeta a produtividade e pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, respiratórias e renais.
Para colocar um fim aos eventos climáticos extremos que ameaçam de destruição nosso planeta e a humanidade, é necessário promover uma profunda transformação da atual sociedade. A insustentabilidade do modelo de desenvolvimento capitalista em vigor é evidente, haja vista que tem sido extremamente destrutivo das condições de vida no planeta. Diante deste fato, é um imperativo a substituição do atual modo capitalista de produção dominante em todo o planeta por outro modo de produção que leve em conta o homem integrado com o meio ambiente, com a natureza, isto é, o modelo de desenvolvimento sustentável. Isto não tem sido considerado nas COPs até então realizadas pela ONU. A COP 30 precisa propor o modelo de desenvolvimento sustentável a ser adotado em todos os países do mundo para reverter o quadro atual.
Todos os acordos celebrados até hoje, inclusive o Acordo de Paris, são omissos, também, no que concerne à construção de um sistema de governabilidade da sociedade global que seja capaz de assegurar, não apenas a defesa do meio ambiente do planeta Terra ameaçado pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas catastróficas, mas também, o reordenamento da economia mundial que está levando o mundo à depressão econômica e o estabelecimento de relações internacionais capazes de evitar a proliferação de guerras, ambas comprometedoras, também, do meio ambiente global. É preciso evitar que essas graves omissões das diversas COPs se repitam na COP 30 para que tenhamos sucesso na tentativa de evitar as mudanças catastróficas no clima do planeta Terra no século XXI.
A COP 30 deveria estabelecer, também, como prioridade reduzir a emissão de gases do efeito estufa com a implantação de um sistema sustentável de energia baseado em fontes de energia limpa e renovável (hidroelétrica, solar, eólica, hidrogênio e biomassa) em substituição ao sistema atual baseado em combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) e energia nuclear e a construção de cidades inteligentes e sustentáveis para proteger a população mundial contra as consequências resultantes do aquecimento global e das mudanças climáticas globais. A implantação de um sistema sustentável de energia baseado em fontes de energia limpa e renovável se impõe globalmente porque a atual produção e consumo de energia nos diversos setores da economia mundial são responsáveis por cerca de 73% das emissões globais de gases de efeito estufa. A construção de cidades inteligentes e sustentáveis se impõe porque as cidades são responsáveis por mais de 75% das emissões globais de gases de efeito estufa. Um sistema sustentável de energia baseado em fontes de energia limpa e renovável e a construção de cidades inteligentes e sustentáveis colaborariam no sentido de reduzir a emissão de gases de efeito estufa e propiciar as condições para evitar o comprometimento da saúde da população mundial.
A proteção da população mundial contra as consequências resultantes do aquecimento global e das mudanças climáticas globais se impõe porque as mortes relacionadas aos efeitos do calor extremo podem quase quintuplicar nas próximas décadas, segundo um relatório feito por mais de 100 especialistas de 52 instituições de pesquisas e agências da ONU de todo o mundo, que monitora os impactos das mudanças climáticas na saúde. Reduzir a emissão de gases do efeito estufa com a implantação de um sistema sustentável de energia baseado em fontes de energia limpa e renovável (hidroelétrica, solar, eólica, hidrogênio e biomassa) em substituição ao sistema atual baseado em combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) e energia nuclear e com a construção de cidades inteligentes e sustentáveis contribuirá para evitar que a saúde da população mundial seja comprometida com o aquecimento global e as mudanças climáticas globais.
Para assistir o vídeo, acessar o website https://www.youtube.com/watch?
Para ler o artigo de 11 páginas em Português, Inglês e Francês, acessar os websites do Academia.edu <https://www.academia.edu/
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