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"Nós mulheres não vamos mais assumir a culpa", afirma deputada estadual Gleice Jane (PT).

“Nós mulheres não vamos mais assumir a culpa”. Os homens que têm o poder da caneta precisam assumir a responsabilidade”. É com esse teor que a depu...

20/02/2025 às 16h38
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS
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“Nós mulheres não vamos mais assumir a culpa”. Os homens que têm o poder da caneta precisam assumir a responsabilidade”. É com esse teor que a deputada estadual Gleice Jane solicita providências e medidas mais assertivas sobre o combate à violência contra a mulher, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (19/02), na ALEMS.

Gleice ressalta que admitir a falha é uma atitude nobre por parte do governo do estado, ainda assim, “não assumiram a responsabilidade”. A deputada chama a atenção para outra situação e questiona: “como ficam as pessoas, em especial as mulheres, que diariamente recebem essas vítimas? As delegadas estão sendo duramente atacadas e tomaram uma decisão corporativa, de fato, mas vamos nos colocar no lugar das pessoas que também realizam esse atendimento”.

A parlamentar faz menção ao pedido coletivo das doze delegadas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que colocaram seus cargos à disposição, ocorrido na última terça-feira (18), e negado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Quanto as soluções, a deputada defende a capacitação continuada e humanizada de todos os servidores, além do investimento em mão de obra e o aumento de efetivo. "A situação em que a Vanessa Ricarte, Karina Corin, Aline Rodrigues, Juliana Domingues, e tantas outras vítimas chegam todos os dias necessitando de atendimento prévio, instrução e, inclusive guarida, é uma realidade de dor”, frisa.

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Sobre as responsabilidades dos três poderes - executivo, legislativo e judiciário - Gleice Jane pontua que cada um precisa assumir, de fato, seu papel. “Na política dos homens, historicamente, a pauta central é a economia. O governador, inclusive, tem rodado o país falando sobre o quanto nosso estado está se desenvolvendo e crescendo economicamente. Então, fica a pergunta: Qual a parte desse bolo vai ser distribuída para as políticas públicas em prol das mulheres?"

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