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Conheça a toxoplasmose, transmitida por água e alimentos contaminados

Parasita responsável pela infecção pode permanecer no organismo por toda a vida; bebês e indivíduos com baixa imunidade correm mais risco O post Co...

25/05/2024 às 16h27
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom SP
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A transmissão pode ocorrer no contato com fezes contaminadas de felinos, no consumo de água contaminada ou alimentos mal lavados- Foto: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
A transmissão pode ocorrer no contato com fezes contaminadas de felinos, no consumo de água contaminada ou alimentos mal lavados- Foto: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

A toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, transmitido principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados. A doença é assintomática na maioria dos casos, mas pode se manifestar de forma grave em bebês de gestantes infectadas e indivíduos com sistema imune comprometido, como aqueles que vivem com HIV, transplantados ou que estão em tratamento oncológico. A ocorrência de enchentes pode aumentar o risco de contaminação.

No Brasil, a toxoplasmose atinge uma em cada três pessoas, segundo o Instituto Adolfo Lutz. Entre 2019 e 2022, foram 40 mil casos registrados. De forma geral, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada 10 pessoas adoece todos os anos após consumir alimentos contaminados por microrganismos e 420 mil vão a óbito por ano no mundo. Crianças menores de 5 anos representam quase um terço das mortes.

A toxoplasmose aguda pode causar inchaço nos gânglios linfáticos, fadiga, falta de apetite, febre e dores musculares durante cerca de um mês. A doença geralmente não gera complicações e pode ser tratada somente com medicamentos para combater os sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde. Também existem antiparasitários específicos que ajudam a inativar a infecção, mas não eliminam o parasita.

Casos graves podem se apresentar de diferentes formas, resultando em danos ao cérebro, olhos ou outros órgãos afetados pelo protozoário. Esses quadros se desenvolvem a partir de uma infecção aguda ou de uma infecção que ocorreu anteriormente na vida e foi reativada, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

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Na toxoplasmose congênita (adquirida durante a gestação), por exemplo, a maioria dos bebês não tem sintomas ao nascer, mas pode ter a infecção reativada na vida adulta. Uma pequena porcentagem de recém-nascidos apresenta lesões oculares ou cerebrais graves. A infecção na gravidez também pode provocar aborto espontâneo, natimortalidade ou malformações.

A toxoplasmose ocular é caracterizada por visão reduzida, visão turva, dor nos olhos, vermelhidão, lacrimejamento e, em alguns casos, perda da visão. Essa forma da doença normalmente acontece quando uma infecção congênita é reativada, e costuma se manifestar na adolescência ou início da vida adulta.

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Já na toxoplasmose cerebral, mais comum em pacientes imunocomprometidos, pode ocorrer cefaleia, febre, alteração do estado mental, convulsões, coma, perda motora ou sensorial e alterações visuais. A infecção é uma das principais causas de lesões cerebrais focais, coma e morte em pacientes com HIV.

>A ocorrência de enchentes pode aumentar o risco de contaminação – Foto: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
>A ocorrência de enchentes pode aumentar o risco de contaminação – Foto: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Aprenda a se prevenir

Manter boas práticas de higiene pessoal e dos alimentos, além de fazer acompanhamento pré-natal, no caso das gestantes, são as medidas mais eficazes para evitar a toxoplasmose.

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Ao contrário da crença popular, o Ministério da Saúde ressalta que o contato com gatos e felinos não causa a doença. A transmissão ocorre no contato com fezes contaminadas de felinos, no consumo de água contaminada ou alimentos mal lavados ou mal cozidos.

Fique atento às recomendações para prevenir a toxoplasmose:

  • Consuma água tratada, se possível. Se não, utilize filtros ou ferva a água por 5 minutos antes de consumir
  • Limpe as caixas d’água regularmente e mantenha-as bem vedadas
  • Cubra as caixas de areia onde as crianças brincam para evitar que os gatos as utilizem
  • Não alimente gatos com carne crua ou malpassada
  • Limpe a caixa de areia dos gatos de estimação diariamente (gestantes e pessoas com baixa imunidade devem evitar o manuseio das caixas). Quando possível, utilize máscara e luvas, e sempre lave bem as mãos com sabão após a limpeza
  • Aqueça cortes inteiros de carne vermelha a pelo menos 65,6°C, com 3 minutos de repouso após o cozimento; carne moída e carne de caça selvagem a 71,1°C e aves a 73,9°C (o cozimento de micro-ondas não é confiável para matar o protozoário)
  • Congele carnes a uma temperatura de -12°C
  • Lave bem as mãos após o manuseio de carnes cruas ou frutos do mar, assim como as bancadas e utensílios
  • Evite beber leite não pasteurizado e produtos lácteos feitos com leite não pasteurizado
  • Lave bem as frutas e legumes com água tratada antes de descascá-las e comê-las

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