
A Saúde do Ceará deu início nesta quinta-feira (12), na Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), à Oficina de Programação dos Medicamentos da Atenção Primária/Programação Pactuada Integrada (PPI). O público-alvo foi formado por profissionais do Sertão Central, Litoral Leste e Fortaleza. O evento prossegue na sexta-feira (13) com os trabalhadores das regiões do Cariri e Norte.
A abertura do evento contou com a presença da secretária da Saúde do Estado, Tânia Mara Coelho. Em sua fala, a gestora destacou a importância da logística na distribuição dos medicamentos em todo o Estado. “Hoje, existe um controle maior da logística da distribuição dos medicamentos, que contam com seguro e estão organizados no Centro de Distribuição. A gestão desses recursos faz toda a diferença na economia e na prevenção de perdas”, disse.
A iniciativa, organizada pela Coordenadoria de Políticas de Assistência Farmacêutica e Tecnologias em Saúde (Copaf) da Sesa, tem como foco a compra centralizada de medicamentos da atenção básica e secundária nessa assistência e a sensibilização de profissionais e gestores da área em todo o Estado.

Durante o evento, a farmacêutica Isabel Cristina Cavalcante Carlos recebeu uma homenagem à sua atuação na Saúde e na gestão farmacêutica. “A assistência farmacêutica é um componente essencial da Saúde Pública e é necessário que exista uma intercessão com várias áreas, assim como uma boa gestão, armazenamento e cuidado, com protocolos que garantam a segurança do paciente. Me sinto muito honrada com essa homenagem”, destacou.
Segundo a coordenadora da Copaf da Sesa, Fernanda Cabral, esse é um momento importante, porque os profissionais envolvidos nessa área nos municípios irão escolher os medicamentos que serão utilizados em todo o ano de 2024. O Ceará faz as compras desses insumos de forma centralizada há 25 anos, o que possibilita um maior controle e eficiência na distribuição e foi pioneiro nessa forma de logística.
“Estamos em um momento de muita alegria e comemoração, porque estamos celebrando os 25 anos da compra centralizada aqui no Estado. Nossa intenção é melhorar cada vez mais essa distribuição, já que essa forma de gestão gera economia em escala”, diz.
Para a farmacêutica da coordenadoria da Área Descentralidade de Saúde (ADS) de Maracanaú, Fabiana de Oliveira, a oficina, além de ser uma oportunidade de capacitação, também é um intercâmbio com os colegas dos demais municípios.
“Trabalhamos no suporte farmacêutico dos municípios de Acarape, Barreira, Maracanaú, Maranguape, Pacatuba, Guaiúba, Palmácia e Redenção. E sabemos que essa programação de compra dos medicamentos tem que estar bem ajustada com o perfil epidemiológico dos municípios, porque cada um tem a sua realidade. Eles estão aqui para partilhar as experiências e é o nosso primeiro encontro de forma presencial depois da pandemia. As expectativas são as melhores possíveis”, pontua.
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