
Ainda cercada de preconceitos, a hanseníase continua se disseminando, principalmente por falta de informação. Trata-se de uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica e causada pela bactériaMycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos, podendo ocasionar lesões neurais.
Aderindo à campanha Janeiro Roxo, de conscientização e prevenção da doença, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre) e desenvolvendo o Programa Estadual de Controle da Hanseníase, promove, durante este mês, ações que visam lembrar a importância do diagnóstico precoce e a possibilidade de tratamento, ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O movimento tem como bandeira também a luta contra o preconceito.
Em 2023, o Acre registrou 109 novos casos da doença, fechando o ano com 83,7% dos contatos examinados e com percentual de cura de 87,80% no total de casos tratados.

A programação – realizada em parceria com as prefeituras – é variada.Na capital, serão realizadas rodas de conversasnas unidades de referência em atenção primária (Uraps), Policlínica Barral y Barral e Centro de Saúde Deusimar Pinheiro da Silva e uma campanha de educação em saúde a ser realizada no chamado dia D da campanha da hanseníase, com ação de panfletagem em frente à Prefeitura Municipal.
Em Xapuri, a programação será realizada de 15 a 20 de janeiro,com panfletagem e orientações à população, testes rápidos e aferição de pressão arterial, além de vacinação.
Já no dia 31 de janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Núcleo de Telessaúde do Acre e da Área Técnica de Vigilância Epidemiológica da Hanseníase no Estado, preparou uma webpalestra com o tema “Hanseníase: avanços, desafios e o uso da teledermatologia para o diagnóstico”. A palestra será apresentada pela enfermeira Suilany de Souza e pelo médico Rodrigo Silveira.
O evento será online pelocanal do youtube do Telessaúde Acre, que terá acesso no dia e horário programado (31, quarta-feira, às 9h no horário do Acre, 11h no horário de Brasília).
“Todas as ações são voltadas para a conscientização da população acerca da importância de se manter atento para os sinais e sintomas da hanseníase. Em caso de suspeita, procurar o serviço de saúde mais próximo para passar por uma avaliação clínica e laboratorial. O tratamento está disponível na rede pública de saúde. O diagnóstico precoce e o acesso oportuno ao tratamento interrompe a transmissão e evita sobretudo possíveis casos de incapacitação física”, destaca Suilany Souza, responsável técnica pela Vigilância Epidemiológica da Hanseníase no estado.
Os sintomas mais comuns são manchas com a mesma cor, com perda ou alteração de sensibilidade para calor, dor ou tato; formigamentos, agulhadas, câimbras ou dormência em membros inferiores ou superiores; diminuição da força muscular; espessamento de nervos periféricos e dificuldade para pegar ou segurar objetos.
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