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Saúde Piauí

Central de Transplantes desenvolve ações para estimular doação de órgãos no estado

No Piauí, 506 pessoas estão à espera de um transplante de rim e 409 aguardam por uma doação de córnea.

05/01/2024 às 23h58
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

A Central Estadual de Transplantes do Piauí trabalha intensamente nas ações para estimular a doação de órgãos no estado. No ano passado foram realizados 201 transplantes de córneas e 45 transplantes de rins. Ainda em 2023, foram realizadas 27 captações de rins e 159 de córneas para o processo de doação, número superior a 2022, com 29 de rins e 81 de córneas.

“Todavia precisamos que esses números cresçam ainda mais, para que essas pessoas que hoje estão na fila de espera possam receber sua doação e isso só é possível com a aceitação dos familiares que perderam seus entes e autorizam realizar a doação de órgão”, lembra a coordenadora da Central de Transplantes, Lourdes Veras.

No Piauí, 506 pessoas estão à espera de um transplante de rim e 409 piauienses aguardam por uma doação de córnea. O sim da família pode representar a chance de um recomeço para outra pessoa. Como foi o caso de Noemi Silva, de 29 anos, que no dia 05 de julho de 2023, realizou seu transplante de rim no Hospital Getúlio Vargas (HGV) após receber a doação do órgão.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Noemi descobriu que precisava de uma doação após ser diagnosticada com síndrome de Hellp (forma grave de pré-eclâmpsia caracterizada por hemólise (H), enzimas hepáticas elevadas (EHE) e plaquetopenia em pacientes gestantes ou puérperas) em sua primeira gestação em 2017, que ocasionou a perda do bebê e comprometeu 70% dos seus rins.

“Quando eu fui ao médico, que me acompanhava na gestação, ele percebeu uma alteração nos batimentos do bebê e pediu mais alguns exames, onde foi comprovado que meu filho já não estava vivo e também que minha função renal estava comprometida. Foi um momento muito delicado, e ainda precisei passar 30 dias realizando hemodiálise. Porém, meus rins estavam melhorando, no entanto, em 2021 precisei voltar com as sessões e entrei para a fila de pacientes que precisavam de transplantes”, detalha.

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Noemi passou pelo seu tão desejado transplante renal em julho do ano passado. Hoje, seis meses depois, ele só pensa em novos planos para o futuro.

“Só tenho a agradecer essas pessoas que me possibilitaram essa nova oportunidade de viver, poder sonhar novamente, pois eu já não acreditava em mais nada, e hoje eu estou aqui podendo realizar as coisas, por causa de um sim a doação de órgãos. Isso é muito gratificante”, frisou Noemi.

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Para que mais pessoas que estão na fila de doação de órgãos possam ter sua vida transformada, assim como a de Noemi, foi criado no ano passado, um grupo de trabalho envolvendo todos os hospitais da rede estadual de saúde e da Fundação Municipal de Saúde de Teresina para acelerar o processo de captação de possíveis doadores de córneas.

“Estamos buscando uma maior integração com os hospitais da capital para que as doações possam acontecer e de forma mais célere. Para 2024 vamos expandir nossa rede de captação para os hospitais do interior do estado, como já acontece no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde em Parnaíba. Pretendemos fazer a retirada de córneas em Piripiri e Campo Maior, ainda no primeiro semestre”, finaliza o superintendente de Média e Alta Complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo.

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