
Nos últimos dois meses, o Hospital Infantil Joana de Gusmão registrou um aumento no número de crianças atendidas devido a casos de afogamento em piscinas. Pelo menos 8 pequenos pacientes foram encaminhados ao hospital, destacando a urgência da conscientização sobre a prevenção e os procedimentos iniciais em casos de emergência. O período do verão é quando os casos se intensificam.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) desempenha um papel fundamental nessas situações, sendo muitas vezes a primeira linha de resposta em momentos críticos.
De acordo com Orlando Linhares, enfermeiro da Gerência de Educação em Urgência do SAMU e membro da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), crianças menores de 9 anos, que não sabem nadar, se afogam mais em piscinas e residências, enquanto que as crianças de 4 a 12 anos, mesmo que saibam nadar, estão suscetíveis a estes incidentes devido à sucção das bombas das piscinas. “Ao contrário do que muitos pensam, crianças se afogando não acenam ou gritam por socorro, e parecem muitas vezes que estão brincando na água”, alerta.
Segundo o profissional, 55% das mortes na faixa de 1 a 9 anos ocorrem em piscinas e residências, enquanto crianças acima de 10 anos e adultos enfrentam maiores riscos em águas naturais, como rios, represas e praias.
Ele destaca cinco atitudes que podem prevenir 95% dos acidentes em piscinas:
Ação Imediata pode Salvar Vidas
Quando o SAMU é acionado em casos de afogamento infantil, a agilidade é fundamental. A equipe treinada, rapidamente avalia a situação, obtendo informações sobre o estado da vítima e a extensão da exposição à água.
É essencial que os pais forneçam informações claras e precisas ao ligar para o SAMU, incluindo a localização exata do incidente, a idade da criança e quaisquer detalhes sobre a duração do afogamento. Essas informações ajudam a equipe do SAMU a preparar-se adequadamente para a intervenção.
Procedimentos em Casos de Afogamento Infantil: Passo a Passo no Suporte à Vida
Orientações para Primeiros Socorros
Enquanto a equipe do SAMU se desloca até o local, os pais podem agir de maneira eficaz seguindo algumas orientações essenciais:
Ao aumentarmos a conscientização sobre a prevenção e fornecermos informações sobre os primeiros socorros, podemos trabalhar juntos para proteger nossas crianças e garantir um ambiente mais seguro e saudável para todos.
Mais informações para a imprensa:
Silvestre Aguiar
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
(48) 99134-4078
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