
Moradora do sul do Piauí, Lucineide Rodrigues, de 42 anos, deu à luz as gêmeas Luna Vitória e Liz Valentina, após uma gravidez extremamente rara. Com consultas de pré-natal semanais na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, ela foi diagnosticada com uma gestação mono-mono, quando dois bebês dividem a mesma placenta e a mesma bolsa amniótica. Essa ocorrência é tão rara que afeta menos de 1% das gestações gemelares, que équando mais de um bebê é gerado simultaneamente.
Na quarta-feira (13), durante a consulta com a médica obstetra Melinne Cortez, no ambulatório da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, a paciente foi examinada e encaminhada imediatamente para a realização do parto na antiga maternidade, que ainda concentra os serviços de urgência e emergência.
A obstetra Melinne Cortez relata que, desde a descoberta da gravidez gemelar, ainda no início da gestação, a paciente foi encaminhada para o pré-natal de alto risco. Em sua penúltima consulta, foram fornecidas orientações sobre os sinais de risco e outras alterações às quais ela deveria estar atenta, com instruções para recorrer à urgência, se necessário.
“Como a paciente foi bem acompanhada e orientada durante todo o pré-natal de alto risco, tudo aconteceu tranquilamente e ela foi encaminhada para a realização do parto. De acordo com a literatura, em uma gestação monocoriônica e monoamniótica após as 34 semanas, não há motivo e não é recomendado manter a gestação”, explica a médica obstetra, enfatizando os riscos associados a casos como esse.

“Em muitos dos casos, um ou dois bebês não resistem, devido ao entrelaçamento dos cordões. Os 7-8 meses devem ser acompanhados com muita atenção pelo obstetra, sendo que o maior desafio em gestações raras desse tipo é alcançar as 34 semanas. No entanto, após o nascimento, não há nenhum impacto na saúde dos bebês a longo prazo”, acrescenta a médica.
As gêmeas Luna Vitória e Liz Valentina nasceram no dia 13 de setembro de 2023, às 20h20, por meio de uma cesariana. “Eu pensei que conseguiria esperar um pouco mais para ter as meninas, porque tinha medo de fazer o parto antes e algo dar errado. Mas, graças a Deus, deu tudo certo. Todos os profissionais me atenderam muito bem, e eu fiquei emocionada ao ouvir o choro das minhas filhas”, conta a mãe.

De acordo com a mãe, o nascimento das gêmeas foi tranquilo, e elas não precisaram ser encaminhadas para a UTI. “Apesar da prematuridade, minhas bebês nasceram bem e saudáveis.
E mesmo sendo uma gestação de risco, a minha foi bastante tranquila. Recebi um ótimo acompanhamento da minha obstetra, e os desconfortos que tive foram apenas os sintomas comuns de qualquer gravidez: enjoo e inchaço nas pernas”, complementa a mãe.
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