
Após concluir um tratamento de 33 sessões de radioterapia, o operador de máquina Paulo César de Assunção, 53 anos, emocionou a todos ao receber alta no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon). Ele foi surpreendido pela presença da família e de amigos que se reuniram para celebrar o fim dessa etapa nesta quarta-feira, 5 de julho. O paciente está em tratamento de câncer de faringe.
“Eu não esperava ver todos os meus amigos ali. Foi uma surpresa muito agradável”, conta. Ele afirma que chegou na radioterapia apenas com a esposa Rosileia e as três filhas – Paula, Franciny e Maria Antônia – e se emocionou ao ver todos reunidos para celebrar o fim do tratamento. “Me ajoelhei e agradeci a Deus”, afirma.
Paulo César iniciou o tratamento de radioterapia em maio no Cepon. Ele passou também por 14 sessões de quimioterapia – ainda restam mais duas para completar o tratamento. A família está otimista e a expectativa é boa para o fim do tratamento e a remissão do câncer. “Eu tive um acompanhamento excelente e sou muito grato ao Cepon. Todas as funcionárias foram muito atenciosas comigo”, conta.

Paulo Cesar perdeu o pai, a mãe e duas irmãs para o câncer. Por isso, de acordo com a filha, Paula Assunção, a corrente positiva tem sido muito importante para incentivar o pai no tratamento: “Estamos muito confiantes e dando muito suporte para que ele se mantenha firme no tratamento.”
Para a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, o trabalho que vem sendo realizado é para que todos os pacientes, assim como o senhor Paulo, tenham a garantia do seu tratamento. “É emocionante ver um paciente curado do câncer, por isso priorizamos a fila oncológica, quem tem câncer, tem pressa. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e o tratamento iniciado, as chances de cura são muito maiores. É isso que queremos para todos os catarinenses”, destaca.
Aumento nos atendimentos do Cepon
Desde o início de 2023, o Cepon vem ampliando o número de atendimentos. De janeiro a maio, o número de procedimentos entre consultas, cirurgias e sessões de quimio e radioterapia, por exemplo, cresceu 18,8% na comparação com o ano passado. De acordo com o diretor-geral do Centro, Marcelo Zanchett, foram contratados novos profissionais e realizadas adequações da estrutura de atendimento para acompanhar o aumento no fluxo de pacientes.
O presidente da Fahece, Alvin Laemmel, organização social que faz a gestão do Cepon, afirma que o objetivo da instituição é garantir o atendimento de qualidade ao paciente que busca o SUS em Santa Catarina. Além do Cepon, a Fahece faz a gestão do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Santa Catarina (Hemosc) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Unidades de Suporte Avançado (USA).
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