Sunday, 28 de June de 2026
24°

Tempo nublado

Salvador, BA

Saúde Santa Catarina

Produção de serviços de alta e média complexidade é 215% maior que o teto anual repassado pela União

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / SecomUm levantamento realizado por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde e do Conselho de Secretarias Municipais ...

26/05/2023 às 08h30
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom SC
Compartilhe:
Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

Um levantamento realizado por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/SC) apontou que, entre março de 2022 e fevereiro de 2023, o valor da produção de procedimentos de alta e média complexidade, realizados em hospitais sob gestão estadual, foi 215% superior em relação aos recursos repassados pelo governo federal no período para esta finalidade, o chamado teto MAC. O número equivale a um déficit anual de R$ 351 milhões.

O mesmo estudo mostrou que a produção das unidades hospitalares sob gestão municipal, no mesmo bloco de financiamento, foi 124% maior que o valor do teto federal MAC repassado naquele período, o que corresponde a R$ 198 milhões em um ano. Somados os valores municipais e estadual, os dados do cofinanciamento da saúde no estado apontam para um deficit total de cerca de R$ 550 milhões anuais ou R$ 45 milhões mensais, montante que vem sendo bancado pelos Fundos Municipais e Estadual da Saúde.

Os recursos dizem respeito à produção de serviços já habilitados de média e alta complexidade, ambulatoriais e hospitalares, realizados tanto pelos hospitais próprios da SES como pelas unidades contratualizadas.

Continua após a publicidade

Além destes, estão em análise junto ao Ministério da Saúde habilitações para cirurgias de reconstrução mamária, bariátricas, procedimentos oncológicos, UTIs neonatal e pediátrica, entre outros serviços que atualmente são realizados e custeados com recursos estaduais. Embora já funcionem, o credenciamento é importante para que o Estado e os municípios recebam o recurso federal.

O trabalho visa embasar a solicitação de recomposição do teto catarinense encaminhada ao Ministério da Saúde, na última semana. Na quarta-feira (17), durante agenda em Brasília, a Secretária Carmen apresentou os dados em reunião com representantes do Fórum Parlamentar Catarinense e entregou o estudo detalhado ao Secretário de Atenção Especializada (SAES) do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda. O material está agora em análise.

Continua após a publicidade

“Mostramos ao Fórum Parlamentar que se esses serviços forem habilitados e os recursos forem liberados poderão ser aplicados em procedimentos como exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas, garantindo assim mais atendimento à população de Santa Catarina”, destacou a secretária Carmen Zanotto.

A pesquisa também estimou o teto MAC por habitante de SC em R$ 153,13, valor R$ 2,68 abaixo da média nacional de R$ 155,81, sendo o menor entre os estados da região sul. A diferença per capita em relação ao Paraná (R$ 171,69) é estimada em R$ 18,56 a menos e ao Rio Grande do Sul (R$ 181,15) em menos R$ 28,02 .

Continua após a publicidade

Todo o estudo foi baseado nas informações disponíveis no DataSus, sistema oficial de divulgação de produção hospitalar, e no SISMAC, sistema de controle de limite financeiro da média e alta complexidade, ambas plataformas oficiais do Ministério da Saúde.

O que é MAC?

O teto MAC é o recurso máximo disponível para custeio de ações e serviços de saúde do Bloco de Financiamento da Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar, transferidos aos estados e municípios, de forma automática, fundo a fundo, pelo Governo Federal.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários