
Na tarde desta quarta-feira (24), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) realizou uma roda de conversa para debater o tema “Psicologia e diversidade sexual: recomendações para uma atuação não LGBTfóbica”. A atividade foi executada em parceria com o Conselho Regional de Psicologia (CRP), no auditório do Planetário Everardo Públio de Castro, e faz parte da programação do Maio da Diversidade.

A proposta é capacitar profissionais dos Cras e Creas para o uso da psicologia no acolhimento da comunidade LGBTQIAP+. A ação também foi aberta a adolescentes usuários dos serviços, estudantes de Psicologia e demais interessados.
De acordo com o coordenador de Políticas LGBT, José Mário Barbosa, o intuito é disponibilizar um atendimento mais assertivo para a comunidade nos órgãos socioassistenciais. “A gente tá vindo com esse segmento, com os trabalhadores, para que a gente possa ver e entender esses espaços e esses territórios em Vitória da Conquista, que ainda nos Cras e Creas tem uma visibilidade invisível. Ou seja, nós temos a população LGBT no território, mas o Cras muitas vezes não consegue identificar essa população. Então, a gente precisa enxergar esses novos corpos, essas novas identidades”, disse.
Segundo a coordenadora da Comissão Gestora do CRP, Joice Pereira, o intuito é debater o trabalho dos profissionais de Psicologia e também as demandas da comunidade. “Atuação ética, recomendações para que essa atuação possa ocorrer e também para que a gente possa discutir questões polêmicas, como cura gay e processo de transexualização, seguindo as orientações e recomendações do nosso Código de Ética. É uma pauta e uma luta do nosso Conselho de Psicologia, já que nós pautamos a nossa atuação nas recomendações dos direitos humanos”, explicou.
A coordenadora de Proteção Social Básica, Eliene Amaral, também avaliou a relevância da atividade. “Quanto mais conhecimento, quanto mais informação nós temos, nós levamos para os nossos usuários. A gente capacita, porque hoje em dia não existe uma prática sem uma teoria, a gente tem que entender para que a gente possa praticar e dar o melhor atendimento possível para o usuário”, destacou.
A educadora social do Cras 8 (Miro Cairo), Elizabeth Gomes, achou importante não apenas participar da roda de conversa, como também levar o grupo de adolescentes atendidos pelo órgão. “A gente sabe que é um assunto muito importante e deve ser discutido em todos os meios que a gente tá inserido. A gente tem alguns adolescentes que se autodeclaram participantes da comunidade LGBT, então é importante a gente estar sempre ressaltando o respeito, a boa convivência, a tolerância e as diversidades”, contou.
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