
Em pronunciamento nesta quarta-feira (9), o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou a responsabilidade do Congresso Nacional no combate à violência e ao ódio contra negros, pobres, idosos, mulheres, refugiados e LGBTQIA+. Ele destacou a realização, nesta terça-feira (8), de audiência pública conjunta da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão Mista Permanente sobre Migrações Internacionais e Refugiados, para discutir os assassinatos do congolês Moïse Kabagambe e do brasileiro Durval Teófilo Filho. O imigrante foi linchado por várias pessoas em um quiosque na Barra da Tijuca (RJ). Durval, também negro, foi morto a tiros por um vizinho em frente ao condomínio onde vivia, na também cidade fluminense de São Gonçalo.
De acordo com o senador, a audiência discutiu, ainda, o caso de um jovem negro que foi preso pela polícia ao ir à padaria na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, confundido com um traficante. Acrescentou que houve vários depoimentos fortíssimos sobre o racismo no país.
— Eu digo não ao nazismo! Não ao racismo! Não há nada mais importante do que a vida — enfatizou.
Paim também revelou sua decepção com o adiamento da votação dos vetos pelo Senado, destacando que se referem a temas que vão ao encontro das necessidades da população. Ele mencionou, especificamente, vetos a matérias sobre assuntos ligados à área da saúde, como a produção de vacinas e medicamentos, pessoas que sofrem de epilepsia e o fornecimento gratuito de absorventes a mulheres carentes.
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