
Após dois dias de disputa na base da National Aeronautics and Space Administration (Nasa) em Huntsville, Alabama (EUA), Sofia Quadros, Bernardo Freitas, Carlos Eduardo Munhoz e Isabélli Marques conquistaram o terceiro lugar no desafio Human Exploration Rover Challenge (Herc), categoria ensino médio. A equipe, formada por alunos Escola Estadual de Ensino Médio Frei Plácido, de Bagé, participou do evento pela primeira vez e foi a única representante brasileira na competição, que reuniu estudantes de diversos países do mundo.
Ao todo, foram 61 equipes divididas em duas categorias, alunos de ensino médio e universitários, disputando qual seria o rover (tipo de veículo utilizado para exploração espacial) mais eficiente na superação de obstáculos que simulavam os terrenos de Marte e da Lua.Os requisitos de peso e tempo do desafio favoreceram o robô brasileiro que, por ser compacto, mostrou alto desempenho e eficiência.
Pilotado por Isabélli e Munhoz, o rover criado pelos estudantes brasileiros se destacou entre os demais pela autenticidade, design e produção. Pintado com as cores do Brasil, o Robotchê passou por um percurso de aproximadamente meia milha, que incluía um campo simulado de detritos de asteroides, pedregulhos, sulcos de erosão, fendas e um antigo leito de rio.
Em entrevista a uma das repórteres da Nasa, Isabélli destacou que os dias foram de muito aprendizado. “O Herc é mais desafiador do que pensávamos, assim como os obstáculos. Eu realmente gostei das superfícies da Lua e de Marte. Pensávamos que era como a Terra, mas não”, contou.
Os estudantes construíram a vitória durante sete meses de trabalho e dedicação, abdicando até mesmo das férias. Em outubro de 2022, quando souberam que tinham sido selecionados, iniciaram a jornada para a construção do carrinho movido a pedaladas, a busca por passaportes, vistos, e recursos para a viagem. Com o apoio do governo do Rio Grande do Sul, eles puderam participar do evento.
A coordenadora de Educação, Miriele Rodrigues, destacou a importância de uma escola pública de qualidade e da participação dos alunos no desafio internacional. “Precisamos que o país invista na ciência e na educação. Esse bom resultado dos nossos alunos estimula outros a pensarem em ciência e a desenvolver projetos. Isso os ajuda a acreditar que é possível desbrava o mundo por meio da ciência e da educação”, afirmou.
Os alunos chegaram à cidade americana no domingo (16), conheceram as dependências da Nasa e puderam trocar experiências ao conviver com equipes de vários países do mundo. Eles retornam a Bagé na quarta (26/4) e serão recepcionados por outras escolas da 13ª Coordenadoria Regional de Educação.
Texto: Ascom Seduc
Edição: Rodrigo Toledo França/Secom
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