
A mesa de abertura do Seminário teve a presença do secretário executivo de Equidade, Direitos Humanos, Educação Complementar e Protagonismo Estudantil da Seduc, Helder Nogueira; da secretária dos Direitos Humanos do Ceará, Socorro França; do membro do Comitê pela Memória, Verdade e Justiça, Chico Malta; e dos deputados estaduais Renato Roseno e Missias Dias.
No contexto em que se completam 59 anos do golpe de Estado, destaca-se a escola como instituição de combate à desinformação e responsável pelo resgate desse período a fim de neutralizar ações totalitárias e erradicar práticas violentas. Helder Nogueira explica que a Seduc preza pela aprendizagem significativa, valorizando a convivência democrática no ambiente escolar.
“Queremos que este debate seja levado para toda a nossa rede, e que os jovens sejam agentes de difusão da memória e da verdade. Acreditamos que assim fortalecemos os nossos processos pedagógicos e as questões vinculadas aos direitos humanos. Propusemos, para o seminário de hoje, trazer estudantes que estão participando de olimpíadas de História, além de outros que também têm afinidade pelo tema. Consideramos importante, ainda, reforçar os conhecimentos do período da ditadura militar brasileira tendo em vista o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)”, aponta o secretário executivo.

Chico Malta defende ser necessário reivindicar por justiça e reparação. “Muita coisa já se conquistou, mas há muita coisa a ser feita. A juventude precisa assumir um compromisso com o futuro, com a liberdade, com a democracia, de forma inclusiva. Nossa luta não é parada na história e não representa uma coisa do passado. A violência contra o nosso povo muda de feição a cada época. A ditadura militar iniciada em 1964 cometeu uma série de arbitrariedades. A anistia não pode ser uma régua igual para torturados e torturadores. Na América do Sul, o Brasil foi o país onde a anistia foi mais complacente”, argumenta.
Missias Dias valoriza a participação das escolas na discussão, por terem papel primordial na formação da sociedade e na construção de um um país mais justo e igualitário. “Estamos aqui exercendo a democracia. Muitos não puderam, no passado, participar de um espaço de debate como este, simplesmente por não poderem estar reunidos. Vivenciamos 21 anos de um regime opressor, que deixou sequelas. Nenhum de nós pode aceitar o que aconteceu e temos que lutar, diariamente, para que nunca mais aconteça nada do tipo. E para isso, temos que estar juntos”, salienta.

Além das apresentações de abertura, o Seminário teve uma mesa temática com a participação da professora Adelaide Gonçalves, da Universidade Federal do Ceará (UFC); do membro do Comitê Memória, Verdade e Justiça, Valter Pinheiro; do professor André Vinícius, que leciona História na rede pública estadual; e do estudante Carlos Eduardo dos Santos, que cursa a 2ª série na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Walter de Sá Cavalcante. A mediação ficou por conta do deputado estadual Renato Roseno.
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