
Fachada do 1º Colégio da Polícia Militar do Ceará General Edgard Facó
Muito além do que se define como um lugar de aprendizado, a escola é um lugar de vivências e experiências. É na escola que aprendemos a ler e a fazer operações matemáticas, mas também onde estabelecemos algumas das nossas primeiras amizades, muitas das quais permanecerão por toda a vida. No entanto, durante a pandemia de Covid-19, têm sido muitos os desafios enfrentados pela comunidade escolar, que passou por várias adaptações. Na semana em que é comemorado o Dia da Escola, acompanhamos algumas das transformações vivenciadas por alunos e professores nos colégios da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE).
Já se passaram dois anos desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de coronavírus. Desde então, escolas também tiveram impactos nas aulas, que passaram por uma transição para o modelo virtual, algo que não havia sido planejado, e o convívio entre as turmas foi sensivelmente afetado. Diante desse cenário, as instituições escolares tiveram a necessidade de se reinventar. As aulas passaram a ser acompanhadas por meio da internet. Com o avanço da vacinação, as aulas presenciais foram retomadas e alunos novatos, que ingressaram nas instituições durante o período de isolamento rígido, puderam, finalmente, conhecer os espaços físicos das instituições de ensino e ter contato com as suas turmas.
De acordo com o aluno Arthur Feliciano, que ingressou há um ano no 1º Colégio da Polícia Militar General Edgard Facó, em Fortaleza, e está frequentando as aulas da turma D do 7º Ano, o retorno presencial foi ótimo. “Estou gostando muito do presencial, agora 100% e está sendo magnífico porque os monitores dão atenção, podemos participar de olimpíadas, trabalhos em equipe. Estou gostando muito”, completou o estudante.
Já o discente Lucas Paiva, que também entrou durante a pandemia na instituição, afirmou que depois que começaram as aulas presenciais, passou a aproveitar melhor o conteúdo. “A maior parte do meu aprendizado foi offline, por causa dos livros. Depois que começou o presencial, passei a aprender mais, só que mesmo assim, continuo estudando por fora. Mas os monitores dão muita atenção, os professores são muito competentes”, afirmou o aluno.
Para o professor e tenente-coronel do CBMCE, Edir Paixão, responsável pelas disciplinas de Inglês e Xadrez no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz (CMCB-ERQ), o momento é de retomada. “Estivemos ministrando aulas à distância, síncronas, ou seja, em tempo real, por meio de uma plataforma on-line, e estamos agora numa modalidade presencial, retornando ao modelo anterior, de aulas presenciais. E eu gostaria de compartilhar que este é um momento de readaptação”, comentou.
O professor falou ainda sobre a experiência adquirida durante o período, que trará novas possibilidades em um futuro momento pós-pandêmico. “De repente, podemos utilizar um modelo híbrido e levar o conteúdo aos alunos que estejam impossibilitados de acompanhar as aulas presencialmente”, afirmou o professor e tenente-coronel do CBMCE.
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