
Com o tema “Respeito Trans Forma Conquista” está sendo realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), por meio da Coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBT, uma campanha com foco no Dia da Visibilidade Trans, que acontece neste domingo (29). O objetivo da campanha é ajudar a atingir um estágio de convivência social respeitosa, com garantia da dignidade da vida humana.
A programação inclui ação focada na adequação civil, cadastramento no CADÚnico, tirar dúvidas e orientações eleitorais, orientação e encaminhamento para vagas de emprego, cine debate com exibição de filme sobre a temática trans e lançamento do edital para composição do Conselho Municipal da Diversidade Sexual de Gênero.
O secretário da Semdes, Michael Farias, explica que mobilizar a população em campanhas é uma forma de provocar a reflexão sobre a necessidade de respeitar o outro para se conviver bem em sociedade e garantir o direito de todos. “No caso em foco da diversidade sexual, a promoção de políticas públicas para o respeito, a valorização e a dignidade são pontos inegociáveis para a Prefeitura de Vitória da Conquista, que tem como lema Governo Para Pessoas, terceira cidade da Bahia a possuir uma coordenação LGBT que coloca em prática este trabalho”, declarou Michael.
Já o coordenador de Política LGBT da Semdes, José Mário Barbosa, afirma que a luta por direitos para a população trans é de todos. “Nosso papel é trabalhar para garantir os direitos da população LGBTQIAP+, em especial atenção ao público trans, no âmbito do município. Portanto, oferecemos serviços que caminham para a inclusão, orientação e acompanhamento, inclusive quando são evidenciadas denúncias de violências” diz José Mário.
Para a presidente do coletivo Finas, mulher trans, Tieta Rodrigues, a reflexão que a sociedade deve fazer é sobre a dificuldade desse público de acesso ao mercado de trabalho. Ela disse que a maior parte das mulheres acompanhadas pelo coletivo se tornaram profissionais do sexo por falta de emprego. “Desde o momento em que nos descobrimos mulheres ou homens, enfrentamos dificuldades, primeiro pela família que não nos aceita, o que nos leva para as ruas e, depois para conseguir trabalho. Isso tem um preço muito caro, que pagamos todos os dias. O que precisamos é de oportunidade de trabalho e menos preconceito”, enfatizou Tieta.

Ariele Volgharry, 31 anos, mulher trans, enfrenta essa batalha de conseguir um emprego todos os dias. Mesmo com habilidades em maquiagem e cabelo, ela não encontra oportunidade. “Eu costumo dizer que faço de tudo um pouco, dou faxina, sou cabelereira e maquiadora. Já cansei de entregar currículo e já presenciei muitos serem colocados no lixo. Para mim, enquanto a sociedade não entender que somos pessoas e que temos direitos, nada muda”, declarou Ariele, que está sendo acompanhada pela coordenação LGBT em sua adequação civil.
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