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IBGE prevê que safra brasileira deve atingir novo recorde em 2023

A safra de 2023 está estimada em 296,2 milhões de toneladas de grãos, representando um aumento de 12,6% em relação à safra anterior

27/01/2023 às 18h01
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
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De acordo com terceiro e último Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da estiagem no Rio Grande do Sul, a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve aumentar 12,6%, em comparação com a do ano anterior, que, vale lembrar, já havia atingido o recorde da maior, já registrada na história. Estima-se que a produção da safra atual alcance 296,209 milhões de toneladas de grãos.

Não será apenas o volume de grãos que crescerá. O IBGE prevê que os produtores brasileiros deverão plantar 75,256 milhões de hectares este ano, representando um aumento de 2,7% considerando a área colhida em 2022.

Caso essa previsão se confirme, a agricultura ajudará a fomentar a economia neste ano. Segundo alguns economistas, o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2023 poderá apresentar o melhor desempenho desde 2017.

Na safra passada, a região Sul também sofreu com a estiagem, resultando em uma queda de 11,4% se comparado a 2021. Apesar disso, a produção foi recorde. Como a seca deste verão se concentra no Rio Grande do Sul, o IBGE prevê que a produção de soja terá destaque este ano, atingindo o recorde de 148,4 milhões de toneladas, um aumento de 24,1% em comparação com o ano passado. Nesse sentido, o Brasil se mantém como maior produtor mundial de soja.

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A safra do milho também contribuirá com o recorde na produção total de 2023, assim como ocorreu ano passado. O IBGE projeta produção total de 116,4 milhões de toneladas de milho, 5,7% a mais, em relação a 2022.

Segundo Carlos Barradas, gerente do LSPA do IBGE, a seca que assola o Rio Grande do Sul não interfere significativamente na produção total do milho, pois grande parte da colheita ocorre na segunda safra, ou seja, no inverno.

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Além da previsão do aumento da safra em 2023, o IBGE estima que haverá declínio de -3,4% na produção de arroz, -16,2% no trigo, -9,9% na segunda safra do feijão e -1,0% na terceira.

De qualquer modo, se até o inverno não surgirem novas condições climáticas que interfiram na produção de grãos, as cotações internacionais deverão permanecer em alta, assegurando mais uma safra recorde, afirma Barradas. Nesse sentido, recomenda-se que os produtores agrícolas permaneçam atentos ao clima e à movimentação das cotações internacionais através de pesquisas e site de notícias para estarem preparados para qualquer um dos cenários.

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