

Com o tema “Acolher e Proteger é Compromisso de Todos”, a Unidade de Atendimento “Família Acolhedora” comemorou neste sábado, 10, os 10 anos de implantação da unidade. Para marcar a data, foi realizado um encontro com as famílias inscritas no cadastro municipal, na sede da unidade que fica localizada no Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescentes.
Vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), a unidade socioassistencial foi implantada em 12 de dezembro de 2012, com atuação na modalidade de acolhimento, onde famílias cadastradas acolhem, em suas residências, crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar por medida de proteção, em função de abandono ou pelo fato de a família se encontrar momentaneamente impossibilitada de exercer suas funções de cuidado e proteção.

Durante o evento, o secretário da Semdes, Michael Farias, destacou a importância do Família Acolhedora para a proteção de crianças e adolescentes que estão com seus vínculos familiares fragilizados. “Estamos muito felizes por esta celebração, e aproveito o momento para agradecer as famílias que prestam este serviço tão importante, de tanta reponsabilidade que é cuidar temporariamente de uma criança ou adolescente, diante de situações que são desafiadoras para elas. Também parabenizo a toda equipe pelo empenho e dedicação nesta importante tarefa”, declarou Michael.
A gerente do serviço, Maria Bethânia, destacou a importância do Família Acolhedora dentro do Sistema de Garantia de Direitos. “Está na nossa Constituição que é dever do estado, da família e da sociedade a proteção e o acolhimento as crianças e adolescentes, e as famílias acolhedoras cumprem este papel com muito compromisso”, destacou Bethânia.

Atualmente seis famílias estão no cadastro aptas a acolherem, sendo que três delas estão acolhendo. Ivone Brito de Jesus Cardos, de 35 anos, mãe de seis filhos, moradora do povoado Pé de Galinha, fez o cadastro há cerca de três anos e recentemente fez seu primeiro acolhimento. “Acolhi um bebezinho, gostei muito da experiência e já estou na expectativa de acolher outra criança ou adolescente que precise de amor e carinho”, comentou Ivone.

Ana Maria Santana Sousa, de 37 anos, moradora dos Campinhos, mãe de uma filha, fez seu cadastro há mais de três anos e está no seu segundo acolhimento. “A primeira era adolescente e a segunda também é. O nosso convívio tem sido muito bom, é interessante. A experiência é ótima, me sinto muito bem em poder acolher, em poder ajudar, o cuidado vai além de oferecer alimento, roupa, o cuidado é completo e é para sempre”, explicou Ana.
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