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Semana da Música no Acre encerra com destaque para o samba

Um dos ritmos que abrilhantaram a Semana da Música no Acre, evento promovido pelo governo do Estado e pela Universidade Federal do Acre (Ufac) entr...

03/12/2022 às 19h45
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

Um dos ritmos que abrilhantaram a Semana da Música no Acre, evento promovido pelo governo do Estado e pela Universidade Federal do Acre (Ufac) entre os dias 28 de novembro a 2 de dezembro, foi o Samba.

A data de encerramento do festival teve demarcação estratégica, pois se tratava do Dia Nacional do Samba, o estilo que está na gênese musical brasileira e recebeu diversas influências ao longo da história.

Quem esteve presente nas atividades culturais da Semana da Música pôde conferir diversas ramificações do referido gênero, como: samba de roda, samba canção, samba choro, samba de terreiro, samba de breque e samba rock.

O sambista João Gabriel Brito se apresentou na Semana da Música do Acre Foto: Mardilson Gomes/SEE
O sambista João Gabriel Brito se apresentou na Semana da Música do Acre Foto: Mardilson Gomes/SEE

No auditório da Escola de Música do Acre (Emac), em Rio Branco, local que recebeu a maioria das apresentações artistas do evento, um músico se destacou pelas suas colaborações técnicas, logísticas e artísticas.

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Tais feitos foram executados pelo sambista João Gabriel Lopes Brito, de 37 anos, graduado em Música pela Ufac, pai do jovem Joaquim Brito de 11 anos, morador do Conjunto Universitário e instrumentistas dos grupos Tritonum e Moças do Samba.

Gabriel Brito também é funcionário da Emac e desempenha a função de supervisor de manutenções prediais, de equipamentos de som e de instrumentos percussivos, além de coordenar e prestar apoio as atividades desenvolvidas no auditório da unidade musical.

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João Gabriel Brito é supervisor de manutenções na Escola de Música do Acre Foto: Mardilson Gomes/SEE
João Gabriel Brito é supervisor de manutenções na Escola de Música do Acre Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Meu contato com essa escola é antigo. Como moro nessa regional, sempre participei de cursos, palestras, conferências e shows, isso como espectador. Já com a minha formação acadêmica, também fui professor de bateria, percussões e teoria musical”, informa Brito.

Os olhares como público, professor e artista auxiliam João Gabriel em suas novas funções dentro da Escola de Música, pois ele consegue captar e atender da melhor forma possível, as demandas da instituição educacional em prol dos alunos e comunidade.

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“Sei das peculiares que cada evento necessidade para obter êxito perante o público e os artistas. Sendo tarefas simples ou complexas, o importante é você ser prestativo, ajudar, orientar e principalmente respeitar as pessoas e a arte que está sendo exposta”, relata o supervisor.

O apoio técnico de João Gabriel Brito é oferecido aos artistas que se apresentam na Emac Foto: Mardilson Gomes/SEE
O apoio técnico de João Gabriel Brito é oferecido aos artistas que se apresentam na Emac Foto: Mardilson Gomes/SEE

Mesmo com tantos afazeres, João Gabriel não se exime da sua principal vocação que é a música. Sempre que há alguma solenidade, ele acompanha os docentes da Emac, sobretudo se no repertório tiver as diversificadas formas de samba.

“Toco muitos estilos musicais, porém o samba é algo que me cativa desde criança. Lembro-me de passar o dia todo, ouvindo as estações de rádio para gravar os sambas do Agepê, Cartola, Chico da Silva, Nelson Gonçalves e Zeca Pagodinho. Carrego essas lembranças, referências e não me nego a cair no samba (risos)”, disse.

A Semana de Música no Acre também revelou outra faceta de João Gabriel Brito, além de instrumentista, ele também soltou a voz. Na oportunidade, o supervisor da Emac cantou a música “Saravando Xangô” de cantor Noriel Vilela, fato que chamou a plateia que acompanhou a apresentação do trio Tritonum.

Nesta polivalência, João Gabriel demostra que o artista brasileiro é acima de tudo um trabalhador, que se vira mais do que 30, para fazer da sua arte, um instrumento de entretenimento, cultura, educação e resistência. Como canta o grupo de Samba, Fundo de Quintal: O Show tem que continuar!

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