
“Por uma infância sem racismo” é o tema da campanha do Selo Unicef iniciada na tarde desta sexta-feira (21), no Cras IV (Jardim Valéria). Crianças e adolescentes vinculadas ao Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca) participaram de uma atividade com palestra e apresentação cultural sobre o assunto, com o objetivo de combater o racismo como agente violador de direitos humanos de crianças e adolescentes.

De acordo com a mobilizadora do Selo Unicef, Laís Pinheiro, a campanha terá duração até 2024 e também irá abranger outros públicos, pois a ideia é mobilizar toda a sociedade no combate ao racismo, uma forma de violência praticada contra crianças e adolescentes. As atividades vão integrar ainda serviços das secretarias municipais de Saúde e Educação.
“É importante, porque nos territórios onde a gente percorre, é visível que muitas crianças e adolescentes já relataram situações de racismo que elas viveram, em casa, na escola, na rua e nos espaços de convivência onde elas se sentem pertencentes. E a gente já observou também, conversando com especialistas da área da saúde, que o racismo tem impactos muito negativos na vida dessas crianças, causa sequelas, que podem prejudicar também em outras atividades da vida delas, principalmente na autoafirmação, na autoestima e em outras atividades que elas venham a desenvolver”, explicou Laís.

Eloá Lopes Avelar, de 12 anos, participa do Cras IV desde 2017 e ingressou nas atividades do Nuca no início do ano, experiências que, segundo ela, são muito positivas para o seu aprendizado. Para a jovem, a discussão proposta pela campanha é necessária. “Eu acho muito importante, pois muita gente sofre racismo e é errado, além de ser crime. Tem pessoas que praticam racismo e dizem que é brincadeira, mas pode ser que a pessoa não goste e fique magoada com isso”, contou.
Para a gerente do Cras IV, Vanessa Macedo, o retorno das atividades presenciais, após o período de atendimento remoto, tem sido bastante positivo para os jovens, para propiciar momentos como este. “A atividade do Nuca é de extrema importância para todos os jovens que vivem em situação assistencial. Eles resgatam esses jovens, que em vez de ficarem na rua, porque é no turno oposto ao seu horário de escola, então ele resgata e traz para as atividades que são realizadas”, disse.
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