
Bullying é o termo utilizado para definir o uso de práticas violentas, baseadas na força e no poder de um indivíduo ou grupo, que por sua vez geram brigas, ofensas, disseminação de comentários maldosos, agressões físicas e psicológicas. Por se tratar de um comportamento mais perceptível na fase infantil e adolescente, a escola por muitas vezes pode se tornar palco de todos esses comportamentos, prejudicando a vida escolar de muitos alunos, além de gerar traumas e complexos que podem afetar o desempenho escolar, vida social e pessoal da criança ou adolescente.
O bullying na escola vem preocupando organizações estudantis, pais, conselhos e entre outros. Por isso, tanto a escola quanto os pais exercem um papel muito importante nessa etapa, auxiliando-os para o desenvolvimento dos alunos no geral e principalmente para a vítima do bullying, criando uma conscientização e apoio emocional para as crianças e adolescentes que estão dentro da escola.
Embora represente um fenômeno antigo, o bullying se trata um problema antigo, pois as vítimas não possuem coragem suficiente para denunciar o agressor. Isso contribui com o desconhecimento e a indiferença sobre o assunto por parte dos profissionais ligados à educação.
De acordo com a psicóloga e orientadora educacional do Colégio Delta, Aline Kasbarian, é de extrema importância atuar com projetos que combatam esse comportamento. “É necessário sempre trabalhar projetos que proporcionem aos alunos uma reflexão sobre o quanto o tema é causador de sofrimento para a vítima e os impactos que isso pode causar para quem pratica. A escola também deve garantir que eles possuam um espaço para exteriorizar suas angústias, tristezas e dúvidas.”, afirma a psicóloga.
A profissional ainda comenta sobre como a família deve prosseguir em casos como esses. “O âmbito familiar é uma das principais bases que faz com que o estudante se sinta aberto a diálogos, exercendo um papel fundamental no auxílio contra o combate do bullying na escola, sendo assim, o ato de abordar o tema dentro de casa é primordial”, afirma, Aline.
É necessário observar e conversar com a criança/adolescente, pois o diálogo e o suporte são essenciais para que exista uma aproximação e confiança entre a família, assim, fica mais fácil entender o que pode estar acontecendo e reunir mais informações.
No intuito de acabar com a prática do bullying, que se tornou um problema do cotidiano escolar, a Lei 13.185, de 6 de novembro de 2015, foi sancionada pela então presidente Dilma Roussef e entrou em vigor em fevereiro de 2016. Essa lei institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying), que preza pela conscientização e pelo diálogo para acabar com a prática do bullying, criando campanhas, oferecendo apoio às famílias e evitando punições aos agressores, pois a lei entende que a conscientização é o meio mais efetivo para acabar com as agressões.
Fonte: Site Brasil Escola e Nova Escola
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