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Mercado imobiliário deve crescer até 5% em 2022

Valor está acima do esperado, de 3,5%, mas 20% abaixo do pico do primeiro semestre de 2014; especialista em mercado imobiliário destaca opções para...

05/09/2022 às 11h25
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
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Foto: Reprodução
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O mercado imobiliário deve crescer entre 4,5% e 5% em 2022, segundo uma projeção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Trata-se de um resultado positivo, considerando que, segundo publicação do Valor Investe, a coordenadora de Projetos da Construção do instituto estimava uma expansão de apenas 3,5%.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o mercado avançou 2,7% no segundo trimestre em relação ao primeiro, a melhor performance desde o terceiro trimestre de 2021 (4,4%). Em relação ao primeiro trimestre do último ano, o crescimento foi de 9,9%. Ainda assim, o mercado está mais de 20% abaixo do pico registrado no primeiro semestre de 2014.

Para o presidente executivo do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Ely Wertheim, o segundo semestre deve seguir turbulento. Em entrevista publicada pela Jovem Pan, ele afirmou que o mercado imobiliário não deve crescer muito na segunda metade do ano, por conta de “um ambiente macroeconômico um pouco deteriorado, considerando fatores como as eleições, Copa do Mundo de futebol e a taxa de juros alta”.

Wertheim também cita a alta da taxa Selic, que prejudica os financiamentos imobiliários e, quanto aos custos ao consumidor, prevê um processo inflacionário menor. O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) definiu a nova meta para a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. 

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“Depois de dois anos de euforia, o mercado imobiliário retornou a patamares saudáveis”, diz Leo Ribeiro, especialista em mercado imobiliário e fundador da Domus. “Apesar da diminuição no volume de negócios, eles continuam acontecendo, afinal o déficit habitacional no Brasil continua alto e o maior sonho das famílias ainda é ter sua casa própria”.

Com efeito, o sonho da casa própria faz parte dos planos de 87% dos brasileiros, segundo uma pesquisa realizada pelo Censo de Moradia QuintoAndar, em parceria com o Instituto Datafolha. De acordo com a sondagem, os entrevistados valorizam mais a casa própria do que estabilidade financeira, religião e filhos. O estudo ouviu 3.186 pessoas acima de 21 anos em todo país em outubro de 2021.

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Diante disso, prossegue Ribeiro, as oportunidades no mercado imobiliário existem em qualquer cenário. Mesmo nos momentos de baixa liquidez, investidores conseguem fazer bons negócios comprando terrenos, apartamentos e outros tipos de imóveis com um bom desconto. “E. quando o mercado está aquecido, a alta liquidez permite ao investidor vender seus imóveis com uma ótima margem de lucro”.

Empreender versus poucos recursos financeiros

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Para Ribeiro, a etapa mais rentável do mercado imobiliário é a fase de construção de imóveis para venda. É onde está a maior demanda e maior lucratividade. "Existem várias linhas de crédito para financiar a construção de imóveis, mesmo na pessoa física, ou trabalhar com recursos de outras pessoas”.

Para o fundador da Domus, vale considerar o investimento no mercado imobiliário, mesmo com poucos recursos financeiros. Ele destaca que, ao unir os próprios recursos com os da família, amigos ou por meio de financiamentos, o investidor tem acesso a empreendimentos maiores do que aqueles que teria se investisse apenas com capital próprio, alavancando o seu resultado também.

“Muito se fala em novas estratégias de investimento e multiplicação de patrimônio, mas uma opção que continua sendo altamente rentável e segura, independentemente do momento em que o mercado se encontra, é o investimento em imóveis”, assegura Ribeiro.

Para mais informações, basta acessar: https://comunidadedomus.com.br/

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