

Os cuidadores aprovados em seleção realizada pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) para trabalhar com alunos com necessidades especiais nas escolas municipais já estão prontos para assumir suas funções. Na semana passada, a Smed promoveu a capacitação dos novos convocados para o cargo de auxiliar de vida escolar. A capacitação foi em três dias, de quarta-feira (17) a sexta-feira (19).
Inicialmente, no auditório do Centro de Aperfeiçoamento Profissional (CAP) da Uesb, os novos convocados receberam orientações sobre as suas atribuições na sala de aula e acerca do acompanhamento ao aluno com deficiência. Posteriormente, no auditório do Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente, receberam informações de como identificar casos de violência infantil e os procedimentos a serem adotados.

Para o secretário de Educação, Edgard Larry é importante que todos façam valer a pena a experiência. “Trabalhar na educação é ouvir, compreender, para que as pessoas possam melhorar, desenvolver”. O secretário acrescentou que não se trata de um trabalho limitado aos alunos em uma sala de aula. “Quando propiciamos os caminhos, atingimos toda a família e comunidade. Os alunos especiais merecem o mesmo respeito tanto quanto nós”, concluiu Larry.

Uma das aprovadas na seleção, Edna Oliveira, está retornando a formação foi extremamente importante para agregar conhecimento, tirar as dúvidas, em relação ao trabalho a ser desenvolvido com as crianças especiais. “A educação é a minha paixão e nesses anos de pandemia, aproveitei para fazer alguns cursos direcionados à inclusão e agora, com a seleção, ingressei nesta área”.
“Estamos vendo os principais pontos aqui, os cuidados e a atenção que devemos ter com as pessoas com deficiência no ambiente escolar. Essas crianças precisam de quem distribua amor a elas e dê uma atenção especial”, comentou Glauber Meira, Outro participante, recém-convocado pela Smed para iniciar as atividades de auxiliar de vida escolar.
Segundo Anderson de Souza Oliveira, também convocado, ele pôde conhecer um pouco mais as características principais que são estabelecidas pelas portarias da educação sobre o direito que a criança e adolescente possuem. “E também temos que ter a sensibilidade, o cuidado de observar um pouco melhor essas questões que podem acontecer no nosso ambiente de trabalho também”.
A coordenadora do Núcleo de Prevenção e Monitoramento da Violência nas Escolas e articuladora do Selo Unicef, Polímnia Cassimiro, que estas ações formativas são um dos eixos de ação do Núcleo. “Os profissionais que entrarem na educação a partir de agora, já vão para as escolas conscientes de quais são os sinais de violência que são dados pela as crianças, como é que você pode perceber e, percebendo ou sendo a pessoa escolhida por uma criança para qualquer tipo de denúncia, como é que você deve proceder, como é que se deve realizar essa escuta”.

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